domingo, 22 de setembro de 2013

Proprietários, Lavradores e Jornaleiras


                                                     Proprietários, Lavradores e Jornaleiras
Proprietários, Lavradores e Jornaleiras
Desigualdade Social numa Aldeia Transmontana (1870-1978)
de Brian Juan O’Neill
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 482
Editor: Edições Afrontamento


Com base no trabalho de campo levado a efeito ao longo de dois anos e meio (1976-78) numa pequena povoação de Trás-os-Montes (e que incluiu nomeadamente a consulta de registos paroquiais, róis de confessados e outras fontes históricas locais), o antropólogo norte-americano Brian Juan O’Neill apresenta-nos neste seu livro uma imagem completamente nova das estruturas sociais existentes nas aldeias do Nordeste. O chamado «comunitarismo» - que se julga caracterizar grande parte das comunidades rurais no Norte do País - é questionado e sujeito a uma reanálise crítica. Através de três aspectos fundamentais - a posse da terra, as trocas de trabalho, as práticas de casamento e herança - evidenciam-se formas de desigualdade institucionalizada que obrigam a pôr definitivamente em causa a visão tradicional destes aglomerados montanhosos como conjuntos homogéneos não-estratificados. Esta monografia representa uma nova tentativa no sentido de conjugar métodos específicos de pesquisa da Antropologia e da História Social.
Brian Juan O'Neill, antropólogo, formou-se nos EUA e no Reino Unido, estando radicado em Portugal desde 1982. Os seus projetos de investigação têm incidido prioritariamente sobre os domínios da antropologia da Europa e do Mediterrâneo (Galiza e Trás-os-Montes), contemplando temas como as estruturas familiares do campesinato, o casamento e os sistemas de herança e sucessão. Também tem elaborado pesquisa sobre as comunidades ciganas e timorenses em Portugal, o método biográfico e as práticas mortuárias. Mais recentemente, dedica-se ao estudo da comunidade crioula portuguesa residente no chamado Bairro Português de Malaca, perspetivando as múltiplas identidades sociais desta minoria de euro-asiáticos numa dimensão processual e histórica. Situa este caso específico dentro do contexto mais alargado de outros enclaves de euro-asiáticos no Sudeste Asiático, bem como no âmbito comparativo da Eurásia, um novo campo de estudo localizado na confluência da antropologia com a "história global".

sábado, 21 de setembro de 2013

“O Gerês: de Bouro a Barroso – Singularidades patrimoniais e dinâmicas territoriais” de Rosa Fernanda Moreira da Silva



Na Serra do Gerês o viandante é cativado de forma arrebatadora pelo relevo de austera beleza e pela deslumbrante policromia sazonal que, artisticamente, pincela os prados e as vertentes graníticas em telas únicas e esplendentes. Simultaneamente ela oferece-nos uma luminosidade própria e desafia-nos a recordar os costumes comunitários de uma sociabilidade familiar, criando nesse povo uma estreita convivência entre sentimento e trabalho. Na actualidade permanece essa irrefutável sazonalidade paisagística, mas a vida destes povos raianos mudou ao ritmo da expansão urbana e industrial e de conjunturas políticoeconómicas à escala nacional e internacional. Para contrariar o despovoamento deve urgentemente optar-se por um modelo de organização territorial que incentive a produção de produtos de qualidade, o Termalismo de implantação secular, o Turismo Cultural e de Natureza, e concretamente o desenvolvimento polifacetado das singulares potencialidades destes espaços rurais periféricos.


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Editor  Edições Afrontamento
Ano Publicação   2011    
               Foto: “O Gerês: de Bouro a Barroso – Singularidades patrimoniais e dinâmicas territoriais” de Rosa Fernanda Moreira da Silva

Na Serra do Gerês o viandante é cativado de forma arrebatadora pelo relevo de austera beleza e pela deslumbrante policromia sazonal que, artisticamente, pincela os prados e as vertentes graníticas em telas únicas e esplendentes. Simultaneamente ela oferece-nos uma luminosidade própria e desafia-nos a recordar os costumes comunitários de uma sociabilidade familiar, criando nesse povo uma estreita convivência entre sentimento e trabalho. Na actualidade permanece essa irrefutável sazonalidade paisagística, mas a vida destes povos raianos mudou ao ritmo da expansão urbana e industrial e de conjunturas políticoeconómicas à escala nacional e internacional. Para contrariar o despovoamento deve urgentemente optar-se por um modelo de organização territorial que incentive a produção de produtos de qualidade, o Termalismo de implantação secular, o Turismo Cultural e de Natureza, e concretamente o desenvolvimento polifacetado das singulares potencialidades destes espaços rurais periféricos.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Foto de Âncora Editora.

Pairavam abutres nas arribas



Novela histórica cuja acção decorre em tempos da Guerra Civil de Espanha, vivida na aldeia raiana de Freixiosa (concelho de Miranda do Douro) e baseada em factos verídicos relatados por alguns dos seus habitantes, recolhidos pelo autor entre os anos de 1997 e 2012.

                                               Foto: “Pairavam Abutres nas Arribas” de Mário Correia

«E quando no cimo da Rua da Igreja lhes saiu ao caminho o compadre regedor, Germán García – o Germano, como sempre lhe chamavam na aldeia da Freixiosa – não correspondeu à sua saudação e, olhando-o com desprezo, exclamou:
- Seu merdas! Seu merdas!
O compadre regedor nunca tinha visto tamanho ódio e desprezo na cara do Germán García e afastou-se sem nada mais dizer, acelerando o passo. Ninguém reparou mas sob as arribas pairavam abutres.»

Novela histórica cuja acção decorre em tempos da Guerra Civil de Espanha, vivida na aldeia raiana de Freixiosa (concelho de Miranda do Douro) e baseada em factos verídicos relatados por alguns dos seus habitantes, recolhidos pelo autor entre os anos de 1997 e 2012.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também disponíveis os seguintes títulos do autor: “Toques de Sinos na Terra de Miranda” – contém CD-ROM, “Histórias de Vida dos Gaiteiros do Planalto Mirandês ...Que de Fol’gaita Tocavam” e “Tamborileiros & Fraiteiros da Terra de Miranda”]
Ano de edição: 2013

Número de páginas: 119
Edição: 1
Local edição: Lisboa

Encadernação: Brochado

Preço: 12,00 €

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

MÁ DESPESA PÚBLICA NAS AUTARQUIAS

«Já lá vai um ano desde que foi editado o primeiro livro Má Despesa Pública. Desta vez, o nosso trabalho é mais específico. A escolha não foi inocente. Estamos em ano de eleições autárquicas e será tempo de olhar para trás, fazer uma avaliação e escolher os autarcas que se seguem.
Este livro não pretende ajudar o leitor a fazer a avaliação dos autarcas do seu município. Não apresentamos um modelo de gestão e muito menos qualquer chave secreta para solucionar os graves problemas da gestão financeira do poder local.
Reunimos episódios que, somados, servem de reflexão e ajudam a formar um olhar crítico sobre a forma como as autarquias são governadas. Retratamos inúmeras situações de má-gestão, nepotismo e desleixo com os dinheiros públicos. Reflectimos sobre custo/benefício de vários projectos e tentamos encontrar pistas que ajudem a perceber o que levou muitas autarquias ao descalabro financeiro.» Este é um excerto do novo livro “Má Despesa Pública nas Autarquias” onde os autores explicam o que os levou a publicar um novo livro, em véspera de eleições. O livro está já à venda e será apresentado esta quarta-feira, às 18h30 no ISCTE (Lisboa).localização aqui