quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A Mulher do Chapéu de Palha,de Graça de Morais


Quando a política estava na ordem do dia, uma mulher nem nova nem velha sai de casa para ir à praia. À luz clara da manhã, rememora a sua vida. «O que poderá ter para mim ainda um sentido?», interroga-se na viagem de eléctrico que a leva de Leça ao mercado de Matosinhos. Aí, um vendedor apregoa por um funil de lata um xarope para todos os males. No regresso, a nortada da tarde vai desagregando a seus olhos a limpidez que a manhã revelara no mar nas ruas e nas gentes. Outras impressões e devaneios infrutíferos a acompanham. Fantasia-se a viajar aos confins do universo correndo risco de vida para levar consigo esta pergunta: «por que motivo os seres humanos se brutalizam uns aos outros?» Conto de recorte autobiográfico ou alegoria sobre a acção humana no mundo A Mulher do Chapéu de Palha constrói uma perturbadora imagem da dilaceração do sujeito.
«Por entre livros novos, livros, densos, livros de novos autores portugueses, livros de autores originários de países imprevisíveis, por vezes, aparece um ou outro livro que chama a atenção por um ou outro motivo. Pela capa, pelo aspecto gráfico no seu conjunto, pela idoneidade da editora, até, pelo tamanho. (...) Pequenino, estava mesmo a calhar para leitura depois do jantar. Em boa hora.
“A mulher bateu a porta de casa e saiu para a avenida”. Assim começa a prosa que nos poderia levar a todo o lado. Desde manhã que uma pergunta a assalta: “O que poderá ter para mim ainda um sentido?”
Graça Pina de Morais leva-nos a percorrer as ruas da cidade com cheiro a maresia, acompanhamo-la de eléctrico de Leça ao mercado de Matosinhos numa escrita não imune à sensibilidade feminina.
Pelo caminho depara-se com um vendedor que apregoa por um funil de lata um xarope para todos os males.
A sua cabeça não pára. A imaginação leva-a a outros mundos. E uma pergunta não lhe sai da cabeça: “por que motivo os seres humanos se brutalizam uns aos outros?”
Sines, 16 de Junho de 2012, Joaquim Gonçalves [livraria A das Artes]

                                                  Foto: “A Mulher do Chapéu de Palha” de Graça Pina de Morais

Quando a política estava na ordem do dia, uma mulher nem nova nem velha sai de casa para ir à praia. À luz clara da manhã, rememora a sua vida. «O que poderá ter para mim ainda um sentido?», interroga-se na viagem de eléctrico que a leva de Leça ao mercado de Matosinhos. Aí, um vendedor apregoa por um funil de lata um xarope para todos os males. No regresso, a nortada da tarde vai desagregando a seus olhos a limpidez que a manhã revelara no mar nas ruas e nas gentes. Outras impressões e devaneios infrutíferos a acompanham. Fantasia-se a viajar aos confins do universo correndo risco de vida para levar consigo esta pergunta: «por que motivo os seres humanos se brutalizam uns aos outros?» Conto de recorte autobiográfico ou alegoria sobre a acção humana no mundo A Mulher do Chapéu de Palha constrói uma perturbadora imagem da dilaceração do sujeito.

«Por entre livros novos, livros, densos, livros de novos autores portugueses, livros de autores originários de países imprevisíveis, por vezes, aparece um ou outro livro que chama a atenção por um ou outro motivo. Pela capa, pelo aspecto gráfico no seu conjunto, pela idoneidade da editora, até, pelo tamanho. (...) Pequenino, estava mesmo a calhar para leitura depois do jantar. Em boa hora.
“A mulher bateu a porta de casa e saiu para a avenida”. Assim começa a prosa que nos poderia levar a todo o lado. Desde manhã que uma pergunta a assalta: “O que poderá ter para mim ainda um sentido?”
Graça Pina de Morais leva-nos a percorrer as ruas da cidade com cheiro a maresia, acompanhamo-la de eléctrico de Leça ao mercado de Matosinhos numa escrita não imune à sensibilidade feminina.
Pelo caminho depara-se com um vendedor que apregoa por um funil de lata um xarope para todos os males.
A sua cabeça não pára. A imaginação leva-a a outros mundos. E uma pergunta não lhe sai da cabeça: “por que motivo os seres humanos se brutalizam uns aos outros?”
Sines, 16 de Junho de 2012, Joaquim Gonçalves [livraria A das Artes]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também da autora os títulos “O Pobre de Santiago”, “A Origem” e “Jerónimo e Eulália”]

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Gramática da Língua Portuguesa




A 2.ª edição da nossa gramática já está impressa e, a partir de amanhã, estará disponível no mercado. Se não a encontrarem na livraria que frequentam podem encomendá-la aí, na Wook ou diretamente à Âncora Editora.



segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Sendim. Planalto Mirandês. Valores em Mudança no Final do Século XX, de Ana Isabel Afonso

  • Este trabalho resulta duma abordagem antropológica da mudança social e das transformações sócio-culturais ocorridas em Sendim, vila transmontana do Planalto Mirandês, tomando como ponto de partida a evolução paradoxal de dois indicadores – o decréscimo populacional e o aumento do número de fogos, desde meados do séc. XX até ao início do séc. XXI. Esta pesquisa desenrolou-se em torno de uma realidade social, complexa e, até certo ponto, paradoxal – uma aldeia próspera, com uma população em decréscimo – que se procurou desmontar a partir de vários planos de observação, olhando-a a partir das suas pessoas, dos seus grupos domésticos, das suas casas e das suas festas. O contacto com o terreno, nas sucessivas fases do trabalho de campo, foi a pouco e pouco quebrando o mutismo da paisagem, das casas e dos rostos, cujas histórias iam dando voz à história da aldeia. Deste conhecimento próximo nasceu a preocupação central de fazer o registo da memória, que se procurou manter ao longo da pesquisa, conferindo-lhe, mesmo, um certo carácter de urgência – havia que registar um tempo de memória, relativamente abandonado pela generalidade dos cientistas sociais, demasiado longínquo para os sociólogos e demasiado recente para os historiadores.

    Índice:
    Agradecimentos

    Apresentação

    Introdução
    A experiência de um terreno familiar
    Interrogações da pesquisa
    A abordagem da mudança social – fontes e métodos
    Sobre o «Censo94»
    Sobre as observações
    Sobre as entrevistas
    Fontes locais
    Um primeiro olhar sobre Sendim

    I. Contexto Regional
    Sendim em Terras de Miranda
    As arribas do Douro e Espanha mesmo ao lado
    O espaço da freguesia
    Paisagem agrária
    Uma inovação controversa – vacas turinas
    Campos de cultivo e produção agrícola
    Evolução populacional – Terras de Cima / Terras de Baixo

    II. De Aldeia a Vila (Anos 40 / Anos 90)
    Casas e habitantes
    A presença na vila – residentes permanentes e episódicos
    Actividades e profissões (anos 40 / anos 90)
    Instrução e mobilidade social (anos 40 / anos 90)
    Estrutura etária da população (anos 40 / anos 90)

    III. Partir ou Ficar – Factores e Protagonistas da Mudança
    A construção das barragens e o seu impacto na aldeia
    A grande evasão e o retorno
    Estrutura ocupacional e hierarquia social
    A aldeia de camponeses dos anos 40
    Proprietários, lavradores e jornaleiros
    Domésticas e filhos de família

    IV. Vidas Cruzadas na História da Aldeia
    A terra e o trabalho: uma família de lavradores abastados
    Dinheiro e instrução – o grupo emergente dos comerciantes
    Mudança social e novas configurações familiares
    Trajectórias familiares dos filhos de família
    O infortúnio da irmã mais velha
    Agricultores plenos e pluriactividade

    V. A Vila que se Urbaniza: da Terra à Casa
    Declínio da agricultura e novos ofícios
    Emigração e construção civil – o apogeu dos anos 80
    Casas e grupos sociais na vila dos anos 90
    Os «filhos da terra» ausentes
    Os «doutores»
    Os «regressados»
    Os «aldeãos»
    «Os das vacas»
    Os «ciganos»
    Tradição e modernidade: uma vila a dois tempos

    VI. Tempos de Festa
    Trabalho e sociabilidades
    Do ajuste de contas ao piquenique familiar – a festa da Trindade
    Santa Bárbara, protectora do cereal e as novas colheitas
    Juntar todos os sendineses – Santa Bárbara em Agosto
    A entrega da festa
    Organização da festa – antigas e novas mordomias
    Ir para ver – a festa “espectáculo”
    Vila de Verão / vila de Inverno

    VII. Conclusões

    Posfácio – A Vila Revisitada

    Bibliografia

    Anexo


    A AUTORA:
    Ana Isabel Afonso é antropóloga, doutorada em Antropologia Social e Cultural pela FCSH – Universidade Nova de Lisboa, leccionando no departamento de Antropologia desde 1985. É também membro integrado do CesNova, tendo como principais interesses de pesquisa a Mudança Social, a Antropologia Aplicada, os Estudos de Impacto Social, a Antropologia do Ambiente. Participou recentemente num projecto internacional sobre políticas energéticas e políticas ambientais relacionado com a implantação de Parques Eólicos no país. Bolseira Fulbright-Schuman, como Professora Visitante na Universidade de Massachusetts-Amherst, no semestre sabático 2013/14. Tem colaborado em conferências e colóquios nacionais e internacionais e publicado livros e artigos em revistas da especialidade, com base na pesquisa aprofundada realizada em Trás-os-Montes, de onde se destaca Working Images, editado na Routledge, em 2004.

                                          Foto: “Sendim. Planalto Mirandês. Valores em Mudança no Final do Século XX” de Ana Isabel Afonso
“Sendin – Praino Mirandés Balores an Mudança an Finales de l sieclo XX” de Ana Isabel Fonso.

Este trabalho resulta duma abordagem antropológica da mudança social e das transformações sócio-culturais ocorridas em Sendim, vila transmontana do Planalto Mirandês, tomando como ponto de partida a evolução paradoxal de dois indicadores – o decréscimo populacional e o aumento do número de fogos, desde meados do séc. XX até ao início do séc. XXI. Esta pesquisa desenrolou-se em torno de uma realidade social, complexa e, até certo ponto, paradoxal – uma aldeia próspera, com uma população em decréscimo – que se procurou desmontar a partir de vários planos de observação, olhando-a a partir das suas pessoas, dos seus grupos domésticos, das suas casas e das suas festas. O contacto com o terreno, nas sucessivas fases do trabalho de campo, foi a pouco e pouco quebrando o mutismo da paisagem, das casas e dos rostos, cujas histórias iam dando voz à história da aldeia. Deste conhecimento próximo nasceu a preocupação central de fazer o registo da memória, que se procurou manter ao longo da pesquisa, conferindo-lhe, mesmo, um certo carácter de urgência – havia que registar um tempo de memória, relativamente abandonado pela generalidade dos cientistas sociais, demasiado longínquo para os sociólogos e demasiado recente para os historiadores.

Índice:
Agradecimentos

Apresentação

Introdução
A experiência de um terreno familiar
Interrogações da pesquisa
A abordagem da mudança social – fontes e métodos
Sobre o «Censo94»
Sobre as observações
Sobre as entrevistas
Fontes locais
Um primeiro olhar sobre Sendim

I. Contexto Regional
Sendim em Terras de Miranda
As arribas do Douro e Espanha mesmo ao lado
O espaço da freguesia
Paisagem agrária
Uma inovação controversa – vacas turinas
Campos de cultivo e produção agrícola
Evolução populacional – Terras de Cima / Terras de Baixo

II. De Aldeia a Vila (Anos 40 / Anos 90)
Casas e habitantes
A presença na vila – residentes permanentes e episódicos
Actividades e profissões (anos 40 / anos 90)
Instrução e mobilidade social (anos 40 / anos 90)
Estrutura etária da população (anos 40 / anos 90)

III. Partir ou Ficar – Factores e Protagonistas da Mudança
A construção das barragens e o seu impacto na aldeia
A grande evasão e o retorno
Estrutura ocupacional e hierarquia social
A aldeia de camponeses dos anos 40
Proprietários, lavradores e jornaleiros
Domésticas e filhos de família

IV. Vidas Cruzadas na História da Aldeia
A terra e o trabalho: uma família de lavradores abastados
Dinheiro e instrução – o grupo emergente dos comerciantes
Mudança social e novas configurações familiares
Trajectórias familiares dos filhos de família
O infortúnio da irmã mais velha
Agricultores plenos e pluriactividade

V. A Vila que se Urbaniza: da Terra à Casa
Declínio da agricultura e novos ofícios
Emigração e construção civil – o apogeu dos anos 80
Casas e grupos sociais na vila dos anos 90
Os «filhos da terra» ausentes
Os «doutores»
Os «regressados»
Os «aldeãos»
«Os das vacas»
Os «ciganos»
Tradição e modernidade: uma vila a dois tempos

VI. Tempos de Festa
Trabalho e sociabilidades
Do ajuste de contas ao piquenique familiar – a festa da Trindade
Santa Bárbara, protectora do cereal e as novas colheitas
Juntar todos os sendineses – Santa Bárbara em Agosto
A entrega da festa
Organização da festa – antigas e novas mordomias
Ir para ver – a festa “espectáculo”
Vila de Verão / vila de Inverno

VII. Conclusões

Posfácio – A Vila Revisitada

Bibliografia

Anexo


A AUTORA:
Ana Isabel Afonso é antropóloga, doutorada em Antropologia Social e Cultural pela FCSH – Universidade Nova de Lisboa, leccionando no departamento de Antropologia desde 1985. É também membro integrado do CesNova, tendo como principais interesses de pesquisa a Mudança Social, a Antropologia Aplicada, os Estudos de Impacto Social, a Antropologia do Ambiente. Participou recentemente num projecto internacional sobre políticas energéticas e políticas ambientais relacionado com a implantação de Parques Eólicos no país. Bolseira Fulbright-Schuman, como Professora Visitante na Universidade de Massachusetts-Amherst, no semestre sabático 2013/14. Tem colaborado em conferências e colóquios nacionais e internacionais e publicado livros e artigos em revistas da especialidade, com base na pesquisa aprofundada realizada em Trás-os-Montes, de onde se destaca Working Images, editado na Routledge, em 2004.

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  • domingo, 22 de setembro de 2013

    Proprietários, Lavradores e Jornaleiras


                                                         Proprietários, Lavradores e Jornaleiras
    Proprietários, Lavradores e Jornaleiras
    Desigualdade Social numa Aldeia Transmontana (1870-1978)
    de Brian Juan O’Neill
    Edição/reimpressão: 2011
    Páginas: 482
    Editor: Edições Afrontamento


    Com base no trabalho de campo levado a efeito ao longo de dois anos e meio (1976-78) numa pequena povoação de Trás-os-Montes (e que incluiu nomeadamente a consulta de registos paroquiais, róis de confessados e outras fontes históricas locais), o antropólogo norte-americano Brian Juan O’Neill apresenta-nos neste seu livro uma imagem completamente nova das estruturas sociais existentes nas aldeias do Nordeste. O chamado «comunitarismo» - que se julga caracterizar grande parte das comunidades rurais no Norte do País - é questionado e sujeito a uma reanálise crítica. Através de três aspectos fundamentais - a posse da terra, as trocas de trabalho, as práticas de casamento e herança - evidenciam-se formas de desigualdade institucionalizada que obrigam a pôr definitivamente em causa a visão tradicional destes aglomerados montanhosos como conjuntos homogéneos não-estratificados. Esta monografia representa uma nova tentativa no sentido de conjugar métodos específicos de pesquisa da Antropologia e da História Social.
    Brian Juan O'Neill, antropólogo, formou-se nos EUA e no Reino Unido, estando radicado em Portugal desde 1982. Os seus projetos de investigação têm incidido prioritariamente sobre os domínios da antropologia da Europa e do Mediterrâneo (Galiza e Trás-os-Montes), contemplando temas como as estruturas familiares do campesinato, o casamento e os sistemas de herança e sucessão. Também tem elaborado pesquisa sobre as comunidades ciganas e timorenses em Portugal, o método biográfico e as práticas mortuárias. Mais recentemente, dedica-se ao estudo da comunidade crioula portuguesa residente no chamado Bairro Português de Malaca, perspetivando as múltiplas identidades sociais desta minoria de euro-asiáticos numa dimensão processual e histórica. Situa este caso específico dentro do contexto mais alargado de outros enclaves de euro-asiáticos no Sudeste Asiático, bem como no âmbito comparativo da Eurásia, um novo campo de estudo localizado na confluência da antropologia com a "história global".

    sábado, 21 de setembro de 2013

    “O Gerês: de Bouro a Barroso – Singularidades patrimoniais e dinâmicas territoriais” de Rosa Fernanda Moreira da Silva



    Na Serra do Gerês o viandante é cativado de forma arrebatadora pelo relevo de austera beleza e pela deslumbrante policromia sazonal que, artisticamente, pincela os prados e as vertentes graníticas em telas únicas e esplendentes. Simultaneamente ela oferece-nos uma luminosidade própria e desafia-nos a recordar os costumes comunitários de uma sociabilidade familiar, criando nesse povo uma estreita convivência entre sentimento e trabalho. Na actualidade permanece essa irrefutável sazonalidade paisagística, mas a vida destes povos raianos mudou ao ritmo da expansão urbana e industrial e de conjunturas políticoeconómicas à escala nacional e internacional. Para contrariar o despovoamento deve urgentemente optar-se por um modelo de organização territorial que incentive a produção de produtos de qualidade, o Termalismo de implantação secular, o Turismo Cultural e de Natureza, e concretamente o desenvolvimento polifacetado das singulares potencialidades destes espaços rurais periféricos.


    .
    Editor  Edições Afrontamento
    Ano Publicação   2011    
                   Foto: “O Gerês: de Bouro a Barroso – Singularidades patrimoniais e dinâmicas territoriais” de Rosa Fernanda Moreira da Silva

Na Serra do Gerês o viandante é cativado de forma arrebatadora pelo relevo de austera beleza e pela deslumbrante policromia sazonal que, artisticamente, pincela os prados e as vertentes graníticas em telas únicas e esplendentes. Simultaneamente ela oferece-nos uma luminosidade própria e desafia-nos a recordar os costumes comunitários de uma sociabilidade familiar, criando nesse povo uma estreita convivência entre sentimento e trabalho. Na actualidade permanece essa irrefutável sazonalidade paisagística, mas a vida destes povos raianos mudou ao ritmo da expansão urbana e industrial e de conjunturas políticoeconómicas à escala nacional e internacional. Para contrariar o despovoamento deve urgentemente optar-se por um modelo de organização territorial que incentive a produção de produtos de qualidade, o Termalismo de implantação secular, o Turismo Cultural e de Natureza, e concretamente o desenvolvimento polifacetado das singulares potencialidades destes espaços rurais periféricos.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...