sábado, 5 de outubro de 2013

A IDADE MÉDIA NO DISTRITO DE VILA REAL

Com a chancela da Âncora Editora, acaba de sair o primeiro tomo da obra A Idade Média no distrito de Vila Real, da autoria do notável arqueólogo vila-realense, Mons. João Parente. É um grosso volume de quase 900 páginas, em que são recolhidos documentos de grande importância para a história da região e mesmo do país. Trata-se de documentos em latim, principalmente forais, publicados lado a lado com a sua tradução para português, datados entre o ano 569 e o ano 1278.
A obra completa consistirá em quatro volumes, que irão surgindo regularmente, constituindo, no final, uma obra de grande envergadura, comparável às Memórias Arqueológicas do distrito de Bragança, do Abade de Baçal, e à Bibliografia do Distrito de Bragança, de Hirondino Fernandes.
Na opinião da Doutora Olinda Santana, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, é «uma obra capital para o conhecimento histórico, linguístico e artístico de uma zona geográfica importante de Trás-os-Montes».
Com a publicação desta obra, a Âncora Editora honra a sua tradição de grande carinho pelos escritores e temas trasmontanos.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Histórias Transmontanas



Nestas Histórias Transmontanas transparecem temas como a leveza do ser e a ingência do amor. Necessariamente, os personagens têm de se associar à natureza das coisas, trazer ao de cima a vivência humana, ou seja, concebê-la na sua beleza relacional. É neste tecido fisiológico que se insere o homem transmontano, para além de ter de aprender a sobreviver e a envelhecer amorosamente.

J. Barros Ferreira (Constantim, Vila Real, 1940), é um trasmontano do Marão e do Douro, filho de lavradores, vivendo da terra. Na família também houve letrados e será um tio padre franciscano, poeta, a figura que o despertará para a poesia. Em 1963 embarcou para Angola, incorporado na companhia 457, com o fim de intervir na ZIN - Zona de Intervenção Norte onde sofreu um acidente em combate – morrera-lhe a mãe dias atrás – pelo que foi condecorado com a cruz de guerra de 2ª classe. Licenciou-se em História na Universidade do Porto. Foi professor do Ensino Secundário em Vila Real e Luanda. Publicou livros de investigação histórica e poesia; sob o pseudónimo de José Magem.

                                                

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Lenda dos Quatro Irmãos


As lendas povoam desde cedo o imaginário das civilizações. Combinando os horizontes da fantasia com as limitações da realidade, são frequentemente usadas para transmitir princípios morais. Traduzem igualmente aspirações e dão sentido a receios universais. Nesta coleção, apresentam-se algumas lendas de Portugal, organizadas por região, para que não nos esquecemos do nosso riquíssimo património oral.

                                         Foto: “Lendas de Portugal – Minho e Trás-os-Montes” texto Inês Bernardo, ilustrações Maria João Clemente

Lenda do Galo de Barcelos | Lenda da Serra de Arga | Lenda da Moura da Ponte de Chaves | Lenda da Torre de Moncorvo | Lenda de João Serrão | Lenda dos Quatro Irmãos

As lendas povoam desde cedo o imaginário das civilizações. Combinando os horizontes da fantasia com as limitações da realidade, são frequentemente usadas para transmitir princípios morais. Traduzem igualmente aspirações e dão sentido a receios universais. Nesta coleção, apresentam-se algumas lendas de Portugal, organizadas por região, para que não nos esquecemos do nosso riquíssimo património oral.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Audácia, de Damas da Silva

«Numa aldeia do Alto Douro, os jovens não encontravam meios de lá governar a vida. Partiam e não voltavam. Os habitantes viam que, na sua terra, estavam a ficar sós e velhos. Só o Verão trazia movimento, com os que regressavam de férias.»

“Cassiano Augusto e a mulher conversavam com pessoas sexagenárias, como eles, que se sentavam ao lado e em frente. Ficaram esclarecidos de que muita daquela gente, principalmente dos jovens. Ia mas não voltava. Alguma regressava de férias para os países onde estava emigrada. Outra não ia para férias, ia definitivamente para Lisboa, Porto, Aveiro ou para outra cidade do litoral, que lhe acenasse com algum emprego. Todos constatavam que nas suas terras, estavam a ficar só os velhos. Os jovens não encontravam meio de lá governar a vida. Largavam pelo mundo fora. Também eles tinham cinco filhos, mas todos viviam pelas terras da capital.”

O autor, Damas da Silva, é escritor e jornalista, e nasceu a vinte de Março de 1941, no lugar do Salgueiral, freguesia de Godim, concelho de Peso da Régua, distrito de Vila Real – em Trás-os-Montes e Alto Douro.

Editor: Garça
Ano de edição: 2007
Tipo de artigo: Livro

Número de páginas: 174

Preço: 12,10 €


                                                    Foto: “Audácia” de Damas da Silva

«Numa aldeia do Alto Douro, os jovens não encontravam meios de lá governar a vida. Partiam e não voltavam. Os habitantes viam que, na sua terra, estavam a ficar sós e velhos. Só o Verão trazia movimento, com os que regressavam de férias.»

“Cassiano Augusto e a mulher conversavam com pessoas sexagenárias, como eles, que se sentavam ao lado e em frente. Ficaram esclarecidos de que muita daquela gente, principalmente dos jovens. Ia mas não voltava. Alguma regressava de férias para os países onde estava emigrada. Outra não ia para férias, ia definitivamente para Lisboa, Porto, Aveiro ou para outra cidade do litoral, que lhe acenasse com algum emprego. Todos constatavam que nas suas terras, estavam a ficar só os velhos. Os jovens não encontravam meio de lá governar a vida. Largavam pelo mundo fora. Também eles tinham cinco filhos, mas todos viviam pelas terras da capital.”

O autor, Damas da Silva, é escritor e jornalista, e nasceu a vinte de Março de 1941, no lugar do Salgueiral, freguesia de Godim, concelho de Peso da Régua, distrito de Vila Real – em Trás-os-Montes e Alto Douro.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também os títulos “Conto de Natal”, “O brilho da esmeralda” e “Estórias do Dr. Mocho”]