sábado, 19 de outubro de 2013

Sendin – Tierra de Miranda – Geografia e toponímia

                                                 Foto: “Sendin – Tierra de Miranda – Geografia e toponímia” de Carlos Ferreira

Este é um trabalho de geografia regional que tem como objectivo principal analisar a evolução da paisagem na freguesia de Sendin – Tierrade Miranda. Paralelamente consideramos dois outros que são colaterais: ensaiar um método de abordagem geotoponímica sobre um espaço relativamente restrito, tendo em conta a sua aplicação futura a uma área regional mais vasta; mostrar como uma abordagem geográfica de perspectiva complexa é imperativa para encarar problemas de compreensão e consequente desenvolvimento de regiões com uma carga histórica e de intervenção humana muito fortes, mas economicamente deprimidas por falta de um modelo adequado de desenvolvimento.
Cada topónimo guarda na sua designação o tipo de actividades agrícolas, industriais, de povoamento, de conquistas e reconquistas e outras desenvolvidas pelo homem e pela natureza dentro desse espaço e, quando não temos registos históricos escritos, podemos utilizar as designações de topónimos como verdadeiros documentos, como verdadeiras fontes históricas, que nos podem fornecer informações riquíssimas e da mais variada natureza, e por isso a tese incorpora um anexo sobre a toponímia maior e menor da freguesia.

Carlos do Nascimento Ferreira nasceu em Sendim, em 1961. Licenciou-se em Geografia e Planeamento Regional na Universidade Nova de Lisboa, em 1986. Concluiu o Programa de Doutoramento da Universidade de Salamanca, “El médio ambiente natural y humano en las ciências sociales”, cuja tese de Grado defendida em 2003 agora se publica. Desde 2009 que é Administrador-Delegado do produto turístico Natureza na Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal.

«Na sequência de abordagens geográficas genéricas, como a de Virgílio Taborda, esta é a primeira visão geográfica de pormenor que conhecemos quanto ao Planalto Mirandês e, em especial, relativamente a Sendim e ao seu termo.
A abordagem feita por Carlos Ferreira reveste-se de grande novidade, pois não se limita aos aspectos tradicionalmente abordados pela Geografia física ou humana, mas incorpora e estuda à luz do método geográfico e de outras ciências relevantes, elementos que entre nós têm sido ignorados pelos estudiosos, com particular relevo para a toponímia. Com efeito, esta assume um papel central na economia deste trabalho que, também por isso, se reveste de um pioneirismo que, embora não lhe conheçamos continuadores até agora, se reveste de grande importância para a compreensão dos micro espaços físicos e das micro sociedades humanas a que, desde a Idade Média, damos o nome de aldeias. (...)
Na sua investigação, Carlos Ferreira palmilhou todo o terreno de estudo munido de um instrumento que já Orlando Ribeiro considerava essencial, a saber, ele calçou as botas e foi a todo o lado, correndo o território em análise até aos seus capilares, nenhum recanto lhe sendo estranho. Através deste método conseguiu reunir uma imensa informação, muita dela com carácter de novidade, aspecto essencial para que o conhecimento possa avançar. A toponímia também o ajudou nesse primeiro e necessário conhecimento, nomeadamente devido à descrição de cada uma das pequeníssimas parcelas que mereceram ser designadas por um topónimo, algo que até agora nunca tinha sido feito, pelo menos em relação ao Planalto Mirandês. Penso que este método não pode ser abandonado, apesar dos modernos e sofisticados meios de abordagem virtual da realidade, devendo o geógrafo e o interessado em conhecer aprofundadamente a realidade sujar e gastar as suas botas, sentir o cheiro da terra e encher os olhos de horizonte onde se recorte a orografia, a flora, sinta o cantar das águas na primavera e os cortantes ventos de inverno, avalie o mudar sazonal das cores das culturas e nelas adivinhe o fluir da vida e da sobrevivência em sociedade ao longo de muitos séculos. Devido à minúcia e ao rigor da sua descrição, fruto do método seguido, estou certo que este trabalho se transformará num clássico a que será necessário recorrer para conhecer uma realidade que está em transformação tal que, dentro de pouco tempo, ninguém conhecerá em profundidade, em consequência do abandono dos campos e das transformações nos métodos de cultivo, da alteração dos meios de transporte ou das mudanças na apropriação dos solos.» Amadeu Ferreira, do Prefácio

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também os títulos: “Sendim – Planalto Mirandês – Valores em Mudança no Final do Século XX” de Ana Isabel Afonso, “Falar(es) do Zoio – Uma aldeia bragançana em meados do séc. XX” de António Afonso Evangelista]


Este é um trabalho de geografia regional que tem como objectivo principal analisar a evolução da paisagem na freguesia de Sendin – Tierrade Miranda. Paralelamente consideramos dois outros que são colaterais: ensaiar um método de abordagem geotoponímica sobre um espaço relativamente restrito, tendo em conta a sua aplicação futura a uma área regional mais vasta; mostrar como uma abordagem geográfica de perspectiva complexa é imperativa para encarar problemas de compreensão e consequente desenvolvimento de regiões com uma carga histórica e de intervenção humana muito fortes, mas economicamente deprimidas por falta de um modelo adequado de desenvolvimento.
Cada topónimo guarda na sua designação o tipo de actividades agrícolas, industriais, de povoamento, de conquistas e reconquistas e outras desenvolvidas pelo homem e pela natureza dentro desse espaço e, quando não temos registos históricos escritos, podemos utilizar as designações de topónimos como verdadeiros documentos, como verdadeiras fontes históricas, que nos podem fornecer informações riquíssimas e da mais variada natureza, e por isso a tese incorpora um anexo sobre a toponímia maior e menor da freguesia.

Carlos do Nascimento Ferreira nasceu em Sendim, em 1961. Licenciou-se em Geografia e Planeamento Regional na Universidade Nova de Lisboa, em 1986. Concluiu o Programa de Doutoramento da Universidade de Salamanca, “El médio ambiente natural y humano en las ciências sociales”, cuja tese de Grado defendida em 2003 agora se publica. Desde 2009 que é Administrador-Delegado do produto turístico Natureza na Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal.

«Na sequência de abordagens geográficas genéricas, como a de Virgílio Taborda, esta é a primeira visão geográfica de pormenor que conhecemos quanto ao Planalto Mirandês e, em especial, relativamente a Sendim e ao seu termo.
A abordagem feita por Carlos Ferreira reveste-se de grande novidade, pois não se limita aos aspectos tradicionalmente abordados pela Geografia física ou humana, mas incorpora e estuda à luz do método geográfico e de outras ciências relevantes, elementos que entre nós têm sido ignorados pelos estudiosos, com particular relevo para a toponímia. Com efeito, esta assume um papel central na economia deste trabalho que, também por isso, se reveste de um pioneirismo que, embora não lhe conheçamos continuadores até agora, se reveste de grande importância para a compreensão dos micro espaços físicos e das micro sociedades humanas a que, desde a Idade Média, damos o nome de aldeias. (...)
Na sua investigação, Carlos Ferreira palmilhou todo o terreno de estudo munido de um instrumento que já Orlando Ribeiro considerava essencial, a saber, ele calçou as botas e foi a todo o lado, correndo o território em análise até aos seus capilares, nenhum recanto lhe sendo estranho. Através deste método conseguiu reunir uma imensa informação, muita dela com carácter de novidade, aspecto essencial para que o conhecimento possa avançar. A toponímia também o ajudou nesse primeiro e necessário conhecimento, nomeadamente devido à descrição de cada uma das pequeníssimas parcelas que mereceram ser designadas por um topónimo, algo que até agora nunca tinha sido feito, pelo menos em relação ao Planalto Mirandês. Penso que este método não pode ser abandonado, apesar dos modernos e sofisticados meios de abordagem virtual da realidade, devendo o geógrafo e o interessado em conhecer aprofundadamente a realidade sujar e gastar as suas botas, sentir o cheiro da terra e encher os olhos de horizonte onde se recorte a orografia, a flora, sinta o cantar das águas na primavera e os cortantes ventos de inverno, avalie o mudar sazonal das cores das culturas e nelas adivinhe o fluir da vida e da sobrevivência em sociedade ao longo de muitos séculos. Devido à minúcia e ao rigor da sua descrição, fruto do método seguido, estou certo que este trabalho se transformará num clássico a que será necessário recorrer para conhecer uma realidade que está em transformação tal que, dentro de pouco tempo, ninguém conhecerá em profundidade, em consequência do abandono dos campos e das transformações nos métodos de cultivo, da alteração dos meios de transporte ou das mudanças na apropriação dos solos.» Amadeu Ferreira, do Prefácio


Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 584
Editor: Âncora Editora


Preço de capa: 25,00€

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

DICIONÁRIO DE FALARES DO ALENTEJO, NO PRELO


Um cheirinho do nosso Dicionário



TALOCA, s.f. 1 Toca, buraco (Elvas). 2 Pequena cova feita no chão para alguns jogos de rapazes (Montemor-o-Novo – PJ). 3 Caule duro e oco (Beja - MJD).
TALOCADA, s.f. Pancada dada com taloca (Beja - MJD).
TALOCHO, s.m. Tabuleiro raso, no qual os pedreiros colocam a massa para rebocar as paredes (Barrancos).
TALOCO (Ô), s.m. Talo da couve (Mértola).
TALONQUEIRAS, s.f.pl. Defeitos, faltas encobertas (JPM).
TALOUCADA, s.f. Pancada (Portalegre - DB).
TAL  OU QUÊ, loc. adv. Assim-assim, nem bem nem mal.
TALUDO, adj. Crescido, grande, forte (Serpa).
TAMALAVEZ, adj. De algum modo, de alguma maneira; dificilmente (S. Geraldo - Montemor-o-Novo).
TAMARÊS, s.f. Casta de uva branca (Elvas – TP).
TAMBAQUE, s.m. 1 Metal de qualidade inferior com que se imita o ouro em objectos de enfeite; coisa sem valor (GAS). 2 Peça da roda do oleiro (Évora).
TAMBOLARÃO, s.m. Tambor grande (Elvas - TP).
TAMBOR, s.m. Indivíduo fraco em quem toda a gente bate ou diz mal.
TAMEIRA (Á), s.f. Esconderijo para a espera da caça; tabana (Castro Verde).
TAMIÇAS, s.m. Homem muito fraco (GAS).
TAMOEIRO, s.m. 1 Bico no meio do arco da canga. 2 Peça de couro que segura o cabeçalho ou o timão do arado à canga (Elvas). 3 Tumefacção dura (Évora – MGF).
TANAZ, s.f. O m.q. tenaz (Cuba).
TANCHÃO, s.m. 1 Estaca de azinho com que se segura a rede que veda o recinto onde o gado dorme, ao ar livre (JPM). 2 Espécie de alvião (JPM).
TANCHAR, v. tr. e int. 1 Dar bicadas num pião com o bico de outro pião. 2 Espetar (Baixo Alentejo).
TANCHOEIRA, s.f. Espécie de alvião (GAS).
TANGALHÃO, s.m. Pau mal jeitoso (Elvas – TP).
TANGANHADA, s.f. Aperto de mão, mãozada (Baixo Alentejo).
TANGANHO, s.m. 1 Varapau (Elvas – TP). 2 Pl. Pequenos ramos secos; cavacos (Baixo Alentejo). 3 Os dedos da mão (Baixo Alentejo).
TANGANHONA, adj. Diz-se da mulher desajeitada, nada atraente (Escusa – Marvão – MFS).
TANGLOMANGO, s.m. Doença súbita, normalmente atribuída a bruxaria.
TANGO, s.m. Trabalho de lavoura e, em especial, o manejo do arado (Elvas - TP).
TANGURINO, s.m. Almece (Mina da Juliana – Aljustrel – MJD).
TANIÇA, s.f. e s. 2 gén. 1 Cordel delgado (JPM). 2 Pessoa muito magra (JPM).
TAPA-CU, s.m. Pedaço de pele ou de couro para cobrir as nádegas no vão deixado pelos safões (Alandroal - LV).
TAPADA, s.f. 1 Lago (Mina de S. Domingos - Mértola). 2 Propriedade rural, relativamente pequena, a pouca distância da povoação, murada (Arronches).
TAPIÇO, s.m. 1 Tudo o que serve para tapar. 2 Almofada em que assenta a canga (Sta. Vitória do Ameixial – Estremoz – LC).
TAPILHO, s.m. O m.q. caniço (Alandroal – LV).
TAPINO, s.m. Pequena tampa, rolha (Barrancos – MJD).
TAPUM, s.m. Tapume, parede, bardo (Moura).
TAQUINHO, s.m. Pequeno cálice de whisky, etc. (Salvada - Beja).
TARABECOS, s.m.pl. Trastes caseiros, tarecos; mobiliário de pouco valor (Alandroal - LV).
TARALHONA, s.f. Automotora (Baixo Alentejo).
TARAMELO, s.m. Espécie de doença dos porcos.
TARANTA, adj. Aparvalhada (Elvas – TP).
TARARA, s.f. Pequena máquina, provida de ventoinhas, com que se limpam, a braços, cereais e legumes (Elvas – JSP).
TARASCA, adj. Coscuvilheiro (Portalegre).
TARDÃO, s.f. Aquele que, montado na besta, transportava a comida para os ceifeiros (Elvas - FG).
TARECA, s. 2. gén. Pessoa que disparata por tudo e por nada (GAS).
TARECO, s.m. Chocalho pequeno (Gavião – PJ).
TAREFA, s.f. 1 Vasilha para água, azeite, etc. (Vila Viçosa). 2 Bilha grande, quase pote (Mourão – AMS). 3 Trabalho. 4 Pedaço de madeira fininha (Aljustrel).
TAREIA, s.f. Empreitada (Aljustrel).
TARELHO (Ê), s.m. Burro pequeno, que ainda mama (Montemor-o-Novo - PJ).
TARIMBA, s.f. 1 Porca velha. 2 Cama tosca (Baixo Alentejo).
TARIMBECOS, s.m.pl. O m.q. tarabecos (Elvas).
TAROCADA, s.m. Pancada com taroco (Baixo Alentejo).
TAROCHO, adj. Feio (Grândola).
TAROCO (Ô), s.m. Pedaço de lenha; bocado de madeira velha; pau (Baixo Alentejo).
TAROLA, s.f. Cabeça, juízo (Ourique).
TAROLEIRO, adj. Que não tem juízo (Baixo Alentejo).
TAROLO (Ô), s.m. O m.q. taroco.
TARONGO, s.m. Pequeno bolo oblongo de farinha dos restos da amassadura (MJD).
TARONJO, adj. e s. 2 gén. Pessoa apatetada, amalucada (Reguengos - MGF).
TARRABÁZIA, s.f. Algazarra, confusão (Serpa - PJ).
TARRAÇADA, s.f. Grande quantidade de comida ou bebida (Beja).
TARRACEAR, v. tr. 1 Comer, petiscar. 2 Conversar (Baixo Alentejo).
TARRACHO, adj. Diz-se do indivíduo muito feio (Alcácer do Sal).
TARRACO, s.m. 1 Homem baixo, atarracado. 2 Tarro grande. 3 Coisa ou utensílio sem préstimo (Beja).
TARRAÇO, s.m. Tarro grande. Objecto; qualquer utensílio (Barrancos – MJD).
TARRADA, s.f. Quantidade de líquido ou alimento que o tarro pode conter (Alentejo Central).
TARRAFA, s.f. Rede de rio; o m.q. atarrafa (Estremoz; Marvão).
TARRAFADA, s.f. 1 Acto súbito de lançar a tarrafa. 2 Pancada.
TARRAFEIRA, s.f. Tamargueira.
TARRAFIAS, s.f.pl. Diabruras, maus tratos (Évora – MGF).
TARRECA, s.f. TARRECO, s.m. Pequena panela ou vasilha de barro.
TARRETA (Ê), s.f. O m.q. tarro; porém nalguns sítios designa meio tarro ou tarro pequeno (JPM).
TARRETO, s.m. O m.q. tarro (JPM).
TARRINCAR, v. int. Ranger os dentes (Alandroal). Observação: este vocábulo também é de uso frequente em Trás-os-Montes.
TARRO, s.m. 1 Marmita de cortiça, com tampa e asa, em que se conserva a comida quente (Alandroal). 2 Recipiente de barro ou de metal para o leite (Mourão - AJF).
TARROTE, s.m. Lata ou latão onde se aquece água para a barrela (Moura).
TARSALHO, s.m. Pedaço, bocado (Mora – GAS).
TARTADIO, adj. Atrasado, demorado (JPM).
TARTANA, s.f. Carroção ou carro de canudo, com toldo e aberto nos dois topos (JPM).
TARTANHA, s.f. O m.q. tartana (GAS).

TARTARANHÃO-CAÇADOR, s.m. Espécie de falcão (Castro Verde).

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

DOURO


Georges Dussaud oferece-nos neste livro, «através de um olhar exterior e contemporâneo, uma outra proposta de leitura da singularidade da região duriense.
Registando a beleza da paisagem e as particularidades das suas quintas, esta coleção de fotografias constitui mais uma evocação do Douro.
A incorporação de novas interpretações artísticas do território torna-se, simultaneamente, elemento da sua vivência e garantia da sua perenidade.» Elisa Pérez Babo, Presidente da Fundação Museu do Douro

«O trabalho de Georges Dussaud sobre o Douro emerge de um fascínio único pela paisagem e quotidiano do Homem Duriense. (...)
Este trabalho fotográfico, iniciado em abril de 1985, capta não só o Douro das «paisagens vertiginosas» mas os rostos de quem a trabalha, de quem deixou a sua marca nas palavras ou no vinho, como é o caso de Miguel Torga ou José António Rosas. Lembra-nos que são as pessoas que fazem os lugares, as identidades e as memórias.
A sensibilidade da visão do fotógrafo, projetada nas captações do sentir os espaços, as tradições e as vivências, os rostos e os gestos das pessoas que viajam por estas imagens, providencia o encontro com realidades sociais e psicológicas da época perante a influência de um olhar analítico e reinterpretativo, de uma maneira própria de olhar o mundo, de um humanismo inabalável.» Exposição de Fotografia "O Douro de Georges Dussaud", Museu do Douro


                                        Foto: “Douro” de Georges Dussaud

Georges Dussaud oferece-nos neste livro, «através de um olhar exterior e contemporâneo, uma outra proposta de leitura da singularidade da região duriense.
Registando a beleza da paisagem e as particularidades das suas quintas, esta coleção de fotografias constitui mais uma evocação do Douro.
A incorporação de novas interpretações artísticas do território torna-se, simultaneamente, elemento da sua vivência e garantia da sua perenidade.» Elisa Pérez Babo, Presidente da Fundação Museu do Douro

«O trabalho de Georges Dussaud sobre o Douro emerge de um fascínio único pela paisagem e quotidiano do Homem Duriense. (...)
Este trabalho fotográfico, iniciado em abril de 1985, capta não só o Douro das «paisagens vertiginosas» mas os rostos de quem a trabalha, de quem deixou a sua marca nas palavras ou no vinho, como é o caso de Miguel Torga ou José António Rosas. Lembra-nos que são as pessoas que fazem os lugares, as identidades e as memórias.
A sensibilidade da visão do fotógrafo, projetada nas captações do sentir os espaços, as tradições e as vivências, os rostos e os gestos das pessoas que viajam por estas imagens, providencia o encontro com realidades sociais e psicológicas da época perante a influência de um olhar analítico e reinterpretativo, de uma maneira própria de olhar o mundo, de um humanismo inabalável.» Exposição de Fotografia "O Douro de Georges Dussaud", Museu do Douro

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[disponível também o seguinte título: “A Rota do Vinho do Porto” de J.M. Ferreira]

domingo, 13 de outubro de 2013

Agora, Nós


São estas as crónicas, mais ou menos efémeras, mas jamais desprovidas de valores e mensagens, que aqui vos deixo, escritas com a liberdade que se exige a quem escreve para si a falar de nós, impondo-se ao objectivo de ser útil ao leitor e à sociedade, aos que concordam e, sobretudo, aos que discordam de uma forma de dizer ou de pensar as coisas que encontramos nas esquinas da realidade, ou, por qualquer razão nos entram pela existência adentro.

«Gosto muito da escrita de José Braga-Amaral. O cuidado que põe na escrita possui algo de extremoso, porque resulta de um acto de amor e de uma demonstração de grandeza. Amor pela língua, grandeza em a desposar no imemorial leito da criação.»

José Braga – Amaral nasceu em Paranhos – Porto em 20/02/1959. Filho do médico duriense Manuel Costa Amaral, desde muito cedo começou com a sua actividade literária no e sobre o Douro, que conheceu a partir dos onze anos de idade, onde nunca deixou de residir, não obstante a sua passagem pela cidade do Porto por razões académicas, vivendo e convivendo em casa do ilustre médico e filósofo Leonardo Coimbra (filho), durante a sua adolescência e juventude. É quando vai viver para a cidade de Braga (1991/1995), que se torna colaborador do diário Correio do Minho, onde desempenha as funções de cronista semanal, que a mesma editora se propôs mais tarde publicar em livro. Em Braga, J. Braga – Amaral assume a sua condição de escritor e aposta nas suas primeiras publicações sobre o Douro e o Minho. O seu sortilégio é, no entanto, duriense, e do Douro fala a maior parte da sua obra. Autor de ensaios sobre João de Araújo Correia, Miguel Torga, Guedes de Amorim, entre outros durienses. Tem cerca de 19 obras publicadas de poesia, crónicas, contos, romance e teatro. Desempenhou as funções de Assessor Cultural e para a Comunicação Social do Presidente da Câmara Municipal de Peso da Régua, bem como a coordenação do gabinete de imagem da autarquia e a coordenação da revista municipal Villa Regula. Foi membro do Gabinete de Projecto do Museu do Douro, liderado pelos professores Gaspar Martins Pereira e Teresa Soeiro, entre 2000 e 2004. É desde 1995 encenador e fundador da companhia de teatro Roga D’Arte – Teatro do Alto Douro. É fundador e membro da Confraria da Palavra Dita. Em 2002 funda, com mais alguns confrades, a Tertúlia de João de Araújo Correia, na cidade de Peso da Régua. Desde 2003, é fundador da Garça Editores, e director – adjunto, jornalista e editor da revista Tribuna Douro; é ainda escritor da editora «Campo das Letras». Desde 2005 é Técnico Profissional de Arquivos/Arquivista.

                             Foto: “Agora, Nós” de josé braga-amaral

São estas as crónicas, mais ou menos efémeras, mas jamais desprovidas de valores e mensagens, que aqui vos deixo, escritas com a liberdade que se exige a quem escreve para si a falar de nós, impondo-se ao objectivo de ser útil ao leitor e à sociedade, aos que concordam e, sobretudo, aos que discordam de uma forma de dizer ou de pensar as coisas que encontramos nas esquinas da realidade, ou, por qualquer razão nos entram pela existência adentro.

«Gosto muito da escrita de José Braga-Amaral. O cuidado que põe na escrita possui algo de extremoso, porque resulta de um acto de amor e de uma demonstração de grandeza. Amor pela língua, grandeza em a desposar no imemorial leito da criação.»

José Braga – Amaral nasceu em Paranhos – Porto em 20/02/1959. Filho do médico duriense Manuel Costa Amaral, desde muito cedo começou com a sua actividade literária no e sobre o Douro, que conheceu a partir dos onze anos de idade, onde nunca deixou de residir, não obstante a sua passagem pela cidade do Porto por razões académicas, vivendo e convivendo em casa do ilustre médico e filósofo Leonardo Coimbra (filho), durante a sua adolescência e juventude. É quando vai viver para a cidade de Braga (1991/1995), que se torna colaborador do diário Correio do Minho, onde desempenha as funções de cronista semanal, que a mesma editora se propôs mais tarde publicar em livro. Em Braga, J. Braga – Amaral assume a sua condição de escritor e aposta nas suas primeiras publicações sobre o Douro e o Minho. O seu sortilégio é, no entanto, duriense, e do Douro fala a maior parte da sua obra. Autor de ensaios sobre João de Araújo Correia, Miguel Torga, Guedes de Amorim, entre outros durienses. Tem cerca de 19 obras publicadas de poesia, crónicas, contos, romance e teatro. Desempenhou as funções de Assessor Cultural e para a Comunicação Social do Presidente da Câmara Municipal de Peso da Régua, bem como a coordenação do gabinete de imagem da autarquia e a coordenação da revista municipal Villa Regula. Foi membro do Gabinete de Projecto do Museu do Douro, liderado pelos professores Gaspar Martins Pereira e Teresa Soeiro, entre 2000 e 2004. É desde 1995 encenador e fundador da companhia de teatro Roga D’Arte – Teatro do Alto Douro. É fundador e membro da Confraria da Palavra Dita. Em 2002 funda, com mais alguns confrades, a Tertúlia de João de Araújo Correia, na cidade de Peso da Régua. Desde 2003, é fundador da Garça Editores, e director – adjunto, jornalista e editor da revista Tribuna Douro; é ainda escritor da editora «Campo das Letras». Desde 2005 é Técnico Profissional de Arquivos/Arquivista.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[disponível também do autor os seguintes títulos: “à conversa com João de Araújo Correia” “Cinco histórias num instante”, ilustrações de Helena Lobo; “O Contador de Histórias dos Jardins Suspensos”, desenhos de Fernando Guichard; “Por Debaixo da Pele do Douro”, pinturas de Odete Marília; “quartos de lua e folhas de outono”, fotografias do autor; “lápis, pincel e almas...”, desenhos de Helena Lobo; “na pele do rio”, óleos de Odete Marília; “palavras que o Douro tece – antologia de textos durienses contemporâneos” organização e coordenação]