sábado, 26 de outubro de 2013

Espaços de Lazer e de Turismo no Noroeste de Portugal

                                                      Foto: “Espaços de Lazer e de Turismo no Noroeste de Portugal” de Luís Saldanha Martins

«O turismo e o Noroeste de Portugal constituem as motivações nucleares deste estudo, no qual se tenta explorar a interligação incontornável, em termos conceptuais, entre o turismo e o lazer, assim como aprofundar o conhecimento da estrutura do território nordestino.  
Aqui é analisa não apenas a estrutura da oferta deste território, como também a base económica e o estatuto social, económico e cultural daqueles que procuram esta região para turismo e lazer. 
A base territorial deste trabalho é, pois, composta pelos distritos de Braga, Porto e Viana do Castelo.»

“O Sector do Turismo no Norte de Portugal” de Luís Delfim Santos e Rui Terrasêca

«O presente trabalho visa o estudo do sector do turismo do Norte de Portugal, essencialmente em duas vertentes: por um lado, a caracterização abrangente e global dos seus vectores estruturais e das suas especificidades; por outro lado, a análise do respectivo quadro global da evolução verificada entre 1991 e 1995.»

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também o seguinte título: “Patrimónios, Territórios e Turismo Cultural – recursos, estratégias e práticas” coordenação de Rui Jacinto, revista Iberografias 19]


«O turismo e o Noroeste de Portugal constituem as motivações nucleares deste estudo, no qual se tenta explorar a interligação incontornável, em termos conceptuais, entre o turismo e o lazer, assim como aprofundar o conhecimento da estrutura do território nordestino. 
Aqui é analisa não apenas a estrutura da oferta deste território, como também a base económica e o estatuto social, económico e cultural daqueles que procuram esta região para turismo e lazer. 
A base territorial deste trabalho é, pois, composta pelos distritos de Braga, Porto e Viana do Castelo.»

“O Sector do Turismo no Norte de Portugal” de Luís Delfim Santos e Rui Terrasêca

«O presente trabalho visa o estudo do sector do turismo do Norte de Portugal, essencialmente em duas vertentes: por um lado, a caracterização abrangente e global dos seus vectores estruturais e das suas especificidades; por outro lado, a análise do respectivo quadro global da evolução verificada entre 1991 e 1995.»

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

                                            Foto: “O Coração da Terra” de António Modesto Navarro

Jornal Nordeste (J.N.) – Orgulha-se de ser transmontano?
Modesto Navarro (M.N.) Orgulho-me de ser transmontano e duriense. Como me orgulho de ser português e cidadão do mundo. As minhas raízes mais profundas e valiosas estão na Terra Quente transmontana e em Trás-os-Montes. Saí de Vila Flor para Lisboa com 21 anos e a minha formação continua assente em princípios e realidades da nossa terra, caldeados com outras experiências que vivi em Portugal e em África. (...)
J.N. – O seu último livro intitula-se de “O coração da Terra”. Porquê este título?
M.N. – “O Coração da Terra” veio corporizar um velho sonho meu, de organizar um livro com contos e textos sobre Vila Flor e o concelho, publicados em livros, desde “Libelo Acusatório” até “Histórias do Nordeste”, e com contos ainda inéditos. Resultou também de uma sugestão de Artur Vaz Pimentel, um velho amigo e Presidente da Câmara Municipal de Vila Flor. “O Coração da Terra” é a síntese possível do meu amor à casa onde nascemos onze irmãos, onde nasceu o meu pai e os seus irmãos e para onde vieram morar os meus avós paternos quando casaram. A casa foi destruída, depois de uma perseguição ignóbil de “autarcas locais” a dois velhos, os meus pais. Aí está, na memória e nos livros. Mas o mais importante são as pessoas da vila e do concelho que estão nas histórias e nas fotografias, nos acontecimentos reais e inventados, a marcarem o que não esqueço e o que faz parte do sonho de uma vida diferente e melhor para todos os que trabalham e sofrem. [Jornal Nordeste]

O escritor e ensaista Domingos Lobo afirmou na apresentação de O Coração da Terra, que «a vila que emerge é a que o autor constrói sobre a desordem dos olhares esquivos, das feridas invisíveis, de um subterrâneo caos a instalar-se como regra na estratificação classista da sociedade que a habita. O olhar do cronista (esse impressivo olhar da juventude) percorre, numa escrita lenta e sinuosa, trespassada por uma ténue nostalgia, os cafés, a praça, a avenida, a casa do cinema, a igreja, a oficina, as ruas, as casas. E por dentro das casas, quem nas habita, gente que sonha, que ama, que contempla, que aguarda, que se autodestrói.» [jornal Avante!]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também do autor o título: “Seis Mulheres Na Madrugada”]
O escritor e ensaísta Domingos Lobo afirmou na apresentação de O Coração da Terra, que «a vila que emerge é a que o autor constrói sobre a desordem dos olhares esquivos, das feridas invisíveis, de um subterrâneo caos a instalar-se como regra na estratificação classista da sociedade que a habita. O olhar do cronista (esse impressivo olhar da juventude) percorre, numa escrita lenta e sinuosa, trespassada por uma ténue nostalgia, os cafés, a praça, a avenida, a casa do cinema, a igreja, a oficina, as ruas, as casas. E por dentro das casas, quem nas habita, gente que sonha, que ama, que contempla, que aguarda, que se autodestrói.»

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Colheita de Incertezas

                      Foto: “Colheita de Incertezas” de Armando Sena

E se hoje, após vinte anos, descobrissem um segredo seu?
Sob um suspense contínuo, criado especialmente para aqueles que acham que a vida não é monocromática, que entre o cinzento e o negro há uma paleta infinita de cores, Armando Sena faz desfilar a vida de cinco personagens, vista de um ângulo com janela aberta para o Douro.
As vinhas e o vinho como pano de fundo, o rio, o seu vale e as encostas, escondem segredos, alimentam paixões, são testemunhas de amores, traições e desencontros.
Nesse palco, vão-se desfiando histórias, digladiando anseios, desenhando frustrações e, do meio do cinzento, emerge o segredo que desvenda a colheita. A certeza de que a persistência é a melhor arma para expiar as agruras do mundo real.
Assim, tal como o rio no seu leito de inquietação encontra a foz, também os sentimentos desaguam num mar de plenitude e serenidade.

Armando Sena nasceu em 1968, em Trás-os-Montes.
“Colheita de Incertezas” é o seu segundo romance. Após a sua primeira obra, “Na Demanda do Ideal” e a participação na antologia “Eu digo Não ao Não”, surge agora com um novo livro centrado nas relações humanas, nos objetivos e frustrações de cada ser e, acima de tudo, o triunfo da persistência como um elogio ao reconhecimento das qualidades intrínsecas de cada um. 
O ser humano é, por natureza bom. Maus são, por vezes, os caminhos por ele percorridos.

"Em gestos lentos, saboreados, sacou a rolha da garrafa. Serviu o vinho no copo até meio. Sem prova, não era necessário, o aroma libertado pelo néctar era suficiente, invadia-lhe as entranhas, subia-lhe à cabeça, aquecia-lhe a alma.
Bem, agora sim, era altura da imersão em água fria. Pousou o copo num dos cantos da banheira, entrou então ela, primeiro um pé, depois outro. Sentou-se, tremeu com o primeiro contacto da água fria na pele quente. Com as mãos em concha, cheias de água, levou-as à altura da cabeça e deixou que a água lhe escorresse pelo rosto.
Começava a sentir-se melhor, pegou então no copo e virou-o contra a luz. Um vermelho rubi, uma cor poderosa, baixou o copo e sentiu um leve aroma frutado, não muito, que o vinho era encorpado e com algum estágio, a colheita de 2005 tinha sido excelente. Lentamente, com prazer, alheia a tudo, Margarida ingeriu o primeiro golo. Potente, penetrante, percorreu-lhe todas as veias, estimulou-lhe o corpo, libertou-a..."

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também disponível do autor o título: “Na Demanda do Ideal”]

Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 152

Editor: Lua de Marfim
15,00€


E se hoje, após vinte anos, descobrissem um segredo seu?
Sob um suspense contínuo, criado especialmente para aqueles que acham que a vida não é monocromática, que entre o cinzento e o negro há uma paleta infinita de cores, Armando Sena faz desfilar a vida de cinco personagens, vista de um ângulo com janela aberta para o Douro.
As vinhas e o vinho como pano de fundo, o rio, o seu vale e as encostas, escondem segredos, alimentam paixões, são testemunhas de amores, traições e desencontros.
Nesse palco, vão-se desfiando histórias, digladiando anseios, desenhando frustrações e, do meio do cinzento, emerge o segredo que desvenda a colheita. A certeza de que a persistência é a melhor arma para expiar as agruras do mundo real.
Assim, tal como o rio no seu leito de inquietação encontra a foz, também os sentimentos desaguam num mar de plenitude e serenidade.

Armando Sena nasceu em 1968, em Trás-os-Montes.
“Colheita de Incertezas” é o seu segundo romance. Após a sua primeira obra, “Na Demanda do Ideal” e a participação na antologia “Eu digo Não ao Não”, surge agora com um novo livro centrado nas relações humanas, nos objetivos e frustrações de cada ser e, acima de tudo, o triunfo da persistência como um elogio ao reconhecimento das qualidades intrínsecas de cada um. 
O ser humano é, por natureza bom. Maus são, por vezes, os caminhos por ele percorridos.

"Em gestos lentos, saboreados, sacou a rolha da garrafa. Serviu o vinho no copo até meio. Sem prova, não era necessário, o aroma libertado pelo néctar era suficiente, invadia-lhe as entranhas, subia-lhe à cabeça, aquecia-lhe a alma.
Bem, agora sim, era altura da imersão em água fria. Pousou o copo num dos cantos da banheira, entrou então ela, primeiro um pé, depois outro. Sentou-se, tremeu com o primeiro contacto da água fria na pele quente. Com as mãos em concha, cheias de água, levou-as à altura da cabeça e deixou que a água lhe escorresse pelo rosto.
Começava a sentir-se melhor, pegou então no copo e virou-o contra a luz. Um vermelho rubi, uma cor poderosa, baixou o copo e sentiu um leve aroma frutado, não muito, que o vinho era encorpado e com algum estágio, a colheita de 2005 tinha sido excelente. Lentamente, com prazer, alheia a tudo, Margarida ingeriu o primeiro golo. Potente, penetrante, percorreu-lhe todas as veias, estimulou-lhe o corpo, libertou-a..."

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

“Roteiros Turísticos do Património Mundial – No Norte de Portugal – Douro Vinhateiro e Vale do Côa” + mapa “A Tourist’s Guide to World Heritage Sites – In the North of Portugal – Douro Wine Region and the Côa Valley” + map “Guías Turísticas del Patrimonio Mundial – Em el Norte de Portugal – El Duero Vinatero y el Valle del Côa” + mapa

Foto: “Roteiros Turísticos do Património Mundial – No Norte de Portugal – Douro Vinhateiro e Vale do Côa” + mapa
“A Tourist’s Guide to World Heritage Sites – In the North of Portugal – Douro Wine Region and the Côa Valley” + map
“Guías Turísticas del Patrimonio Mundial – Em el Norte de Portugal – El Duero Vinatero y el Valle del Côa” + mapa

A Paisagem do Douro Vinhateiro e os Sítios Arqueológicos do Côa, assim como os territórios onde se enquadram, são representativos do interior da região. A cidade de Vila Real, a uma escassa hora do Porto, pode ser vista como uma porta de entrada para estes territórios. A serra do Marão quebra a influência atlântica e aqui prevalece a cultura mediterrânica. Tratando-se de territórios imensos, pouco povoados, por vezes com acessibilidades condicionadas, reclamam uma visita de natureza diferente da dos centros urbanos. No Douro, a visita leva a privilegiar o automóvel ou então o barco, já que é possível navegar no Douro, transpondo as eclusas de navegação das sucessivas barragens. Mas visitar o Douro implica, também, parar nos miradouros, conhecer as quintas, os Museus do Douro e do Côa, as aldeias, os centros históricos, passear nas vinhas, visitar as adegas. Assim, podemos partir à descoberta e contar prioritariamente com visitas pedonais.
Os Sítios de Arte Rupestre situam-se ao longo do rio Côa, um importante afluente na margem direita do rio Douro, que corre por territórios agrestes, com fraca presença humana. Formam o mais vasto conjunto de arte do Paleolítico, um património de valor universal, reconhecido pela UNESCO como obra-prima do génio criador da humanidade e um testemunho excecional da vida material, social, económica e espiritual dos nossos mais antigos antepassados.
Este património, que inclui mais de 70 sítios diferentes onde se podem observar gravuras na pedra de cariz fortemente naturalista, representando maioritariamente animais e ainda contornos de figura humana, insere-se no Parque Arqueológico do Vale do Côa, entidade responsável pela gestão de cerca de vinte mil hectares, distribuídos por quatro municípios. O Museu do Côa é um local de visita incontornável e pode ser um ponto de partida para os núcleos principais acessíveis ao visitante: a Canada do Inferno, a Ribeira de Piscos, a Penascosa e o Fariseu. Mas, uma visita ao Côa não se esgota nas gravuras, pois a paisagem é também única, assim como os povoados que circundam o Parque (Muxagata, Almendra, Castelo Melhor). É, também, um local de grande importância para a conservação da natureza (trata-se de uma Zona de Proteção Especial ao abrigo da Diretiva Aves da União Europeia). É um sítio mágico e de contrastes, ora observado do alto de São Gabriel ora dos vinhedos em Ervamoira, ora junto ao Côa. 
O Vale do Côa convida a interiorizar.
A Paisagem Cultural do Alto Douro Vinhateiro corresponde a uma área de cerca de 25.000 ha, ao longo das duas margens do rio Douro e distribuída por treze municípios. É considerada uma área representativa da vasta Região Demarcada do Douro (cerca de 250.000 ha), a mais antiga região vitícola regulamentada do mundo, conseguindo concentrar dentro de si o que de mais autêntico possui o Alto Douro enquanto paisagem cultural evolutiva e viva. Trata-se de uma paisagem de beleza singular, para a qual concorrem, também, fatores efémeros como a luz, a cor e o silêncio. A manhã, a tarde ou a noite no Douro, tal como as estações do ano, não são a mesma coisa. O Alto Douro Vinhateiro combina a natureza monumental do vale do rio Douro, feito de encostas íngremes, prioritariamente xistosas e de solos pobres, com a ação ancestral e contínua do Homem, adaptando o espaço às necessidades agrícolas de tipo mediterrânico, que a região suporta e que se caracterizam, também, pela escassez da água. Esta relação íntima entre a atividade humana e a natureza adquiriu uma manifestação de profunda sabedoria através de um conhecimento atento e apaixonado da videira, planta robusta de raízes profundas, abundante crescimento dos ramos, fecunda em fruto… As encostas estão esculpidas – armadas em socalcos e terraços – qual obra de arte coletiva e anónima, sem data. Aqui se produz o famoso Vinho do Porto, principal vetor de dinamização da tecnologia, da cultura, das tradições e da economia locais. Mas o Douro não é só vinhas, é também o cenário da amendoeira, da oliveira, da figueira, do medronheiro, do sobreiro… O Douro convida a olhar, a cheirar, a saborear, a escutar, a celebrar e apaixona!


The landscape of the Douro Wine Region and the Côa Archaeological Sites, together with the territories in which they are situated, are representative of the interior of the region. The city of Vila Real, a mere hour away from Porto, can be seen as the gateway to these territories. The Marão mountain range breaks the Atlantic influence, and here a Mediterranean climate prevails. These territories cover vast areas of low density population and sometimes are not easy to reach, demanding a different kind of visit than the urban centres do. In the Douro, a car is a must - or a boat. One can sail up and down the River Douro, passing the locks at the successive dams. However, visiting the Douro also implies stopping at the viewing points, getting to know the Quintas, the Douro and Côa Museum, the villages, the historic centres, strolling in the vineyards, visiting the wineries. In this way, we can set off on foot on our voyages of discovery.
The Rock Art Sites are situated along the River Côa, an important tributary on the right bank of the River Douro, which flows through wild countryside with little in the way of human presence. They constitute the biggest grouping of Palaeolithic art, a heritage of universal value that has been recognised by UNESCO as a masterpiece of human creative genius and an exceptional testament to the material, social, economic and spiritual life of our oldest ancestors.
This heritage, which includes over 70 different sites where one can see strongly naturalistic engravings in the rocks, mainly of animals and also the outlines of human figures, falls within the Côa Valley Archaeological Park, with this body being responsible for managing the around twenty thousand hectare area, spread over four sub-districts. A visit to the Côa Museum is a must and can provide the starting point to get to know the main centres accessible to tourists: Canada do Inferno, Ribeira de Piscos, Penascosa and Fariseu. However, a visit to Côa is not exhausted with the engravings, as the landscape is also unique, as are the towns and villages around the Park (Muxagata, Almendra, Castelo Melhor). It is also of great significance in terms of nature conservation, being a Special Protection Zone under the EU Birds Directive. It is a magical place of contrasts, now seen from the height of São Gabriel, now from the vineyards in Ervamoira, now from the banks of the Côa. The Côa Valley invites you to interiorize.
The Cultural Landscape of the Alto Douro Wine Region corresponds to an area of around 25,000 hectares, along the two banks of the River Douro and distributed over thirteen municipalities. It is deemed to be a representative area of the vast Douro Demarcated region (around 250,000 hectares), the oldest regulated wine region in the world, and represents a distillation of all that constitutes the most authentic in the Alto Douro as a living and evolving cultural landscape. This is a landscape of singular beauty, to which other ephemeral factors also contribute, such as the light, the colour and the silence. Morning, afternoon and evening in the Douro, just like the different seasons, are never alike. The Alto Douro Wine Region combines the monumental nature of the Douro River Valley, made of steep, mainly schist, stony slopes with the action of man, over the ages adapting the land to the Mediterranean style agricultural requirements supported by the region, and suited also to the shortage of water. This intimate relationship between nature and human activity has resulted in a particular manifestation of profound expertise arising from avid dedication to understanding the vine, a robust plant with deep roots, abundant top growth and heavy fruiting… The slopes have been sculpted – formed into terraces and landings – like a collective, anonymous, undated work of art. Here, the famous Port Wine is produced, the main stimulus for technology, culture, local economy and traditions. However, the Douro is more than just vineyards: it is also the landscape of almond trees, olive trees, fig trees, arbutus trees, cork oaks… The Douro invites you to look, smell, and savour, listen, celebrate and fall in love!


El Paisaje del Duero Viñatero y los Sitios Arqueológicos del Côa, así como los territorios en los que se encuentran, son representativos del interior de la región. La ciudad de Vila Real, a una hora escasa de Oporto, puede considerarse una puerta de entrada a estos territorios. La sierra de Marão rompe la influencia atlántica. Aquí prevalece la cultura mediterránea. Al tratarse de territorios inmensos, poco poblados y, en ocasiones, con una accesibilidad limitada, reclaman una visita de naturaleza diferente a la de los centros urbanos. En el Duero, la visita lleva a dar prioridad al automóvil o incluso al barco, ya que es posible navegar el río superando las esclusas de las sucesivas presas. Pero visitar el Duero implica también detenerse en los miradores, conocer las quintas, los museos del Duero y del Côa, los pueblos, los centros históricos, pasear por los viñedos y visitar las bodegas. De este modo, podemos lanzarnos a descubrir y dar prioridad a las visitas a pie.
Los Sitios de Arte Rupestre se encuentran a lo largo del río Côa, un importante afluente, situado en el margen derecho del Duero, que corre por territorios agrestes de escasa presencia humana. Forman un vastísimo conjunto de arte del Paleolítico, un patrimonio de valor universal reconocido por la UNESCO como una obra maestra del genio creador de la Humanidad y como un testimonio excepcional de la vida material, social, económica y espiritual de nuestros antepasados más antiguos.
Este patrimonio incluye más de 70 sitios diferentes en los que se pueden observar pinturas rupestres en piedra. Claramente naturalistas, representan sobre todo animales y siluetas de figuras humanas y se enmarca en el Parque Arqueológico del Valle del Côa, entidad responsable de la gestión de casi 20.000 hectáreas repartidas entre cuatro municipios. El Museo del Côa, lugar de obligada visita, puede ser el punto de partida hacia los principales núcleos accesibles al visitante: Canada do Inferno, Ribeira de Piscos, Penascosa y Fariseu. Pero una visita al Côa no e limita a las pinturas rupestres, ya que el paisaje es también único, así como los pueblos que rodean el Parque (Muxagata, Almendra, Castelo Melhor). Es también un lugar de gran importancia para la conservación de la naturaleza, ya que se trata de una Zona de Protección Especial en virtud de la Directiva de Aves de la Unión Europea. Se trata de un sitio mágico y de contrastes, ya sea observado desde el alto de San Gabriel o desde los viñedos de Ervamoira, o junto al Côa.
El Valle del Côa invita a reflexionar.
El Paisaje Cultural del Alto Duero Viñatero se corresponde con una superficie de casi 25.000 hectáreas situada a lo largo de las dos orillas del río Duero y repartida entre trece municipios. Se considera una zona representativa de la vasta Región Demarcada del Duero (casi 250.000 hectáreas), la más antigua región vitícola regulada del mundo, que encierra lo más auténtico del Alto Duero en cuanto a paisaje cultural evolutivo y vivo. Se trata de un paisaje de singular belleza en el que confluyen también factores efímeros como la luz, el color y el silencio. En el Duero, la mañana, la tarde y la noche son distintas, y lo mismo sucede con las estaciones del año. El Alto Duero Viñatero combina la naturaleza monumental del valle del río Duero, formado por escarpadas laderas —principalmente de esquistos y suelos pobres—, con la acción ancestral y continua del hombre, que adapta el espacio a las necesidades agrícolas de tipo mediterráneo que la región sustenta, caracterizadas también por la escasez de agua. Esta íntima relación entre la actividad humana y la naturaleza desembocó en la manifestación de una profunda sabiduría gracias al conocimiento atento y apasionado de la vid, planta robusta, de hondas raíces y ramas frondosas, fecunda en frutos... Las laderas están esculpidas —armadas en paratas y terrazas— como una obra de arte colectiva y anónima, sin fecha. Aquí se produce el famoso vino de Oporto, principal vector de dinamización de la tecnología, la cultura, las tradiciones y la economía locales. Pero el Duero no es sólo viñas. Es también el escenario del almendro, del olivo, de la higuera, del madroño, del alcornoque... El Duero invita a mirar, a oler, a saborear, a escuchar, a celebrar... y a enamorarse de él.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também os seguintes guias: “Guia de Portugal” – Vol. IV – Entre Douro e Minho I – Douro Litoral | Vol. V – Trás-os-Montes e Alto-Douro I – Vila Real, Chaves e Barroso | Vol. V – Trás-os-Montes e Alto-Douro II – Lamego, Bragança e Miranda, autores: direcção de Raúl Proença; “Douro – Viagens e Histórias” (versão portuguesa), “Le Douro – voyages et histoires” (versão francesa), “Douro Valley – journeys and stories” (versão inglesa), “Duero – viajes e historias” (versão castelhana), “Douro – reisen und geschichten” (versão alemã) de Pedro Veloso, Susana Fonseca, Sérgio Fonseca; Douro – Guia Turístico – “Douro singular, Douro universal”, coordenação e concepção: José Moreira, idiomas disponíveis: português, inglês, francês, espanhol; “Douro – O Rio do Vinho” de José A. Salvador; “Douro Religioso” guia + mapa, coordenação Varico da Costa Pereira; “Douro – Guia Turístico da Natureza – paisagem, geologia, fauna, flora, turismo” coordenação Samuel Tapada;  “Roteiro Vale do Côa e Além Douro / Ruta Vale do Côa y más allá del Duero” coordenação científica António dos Santos Queirós e Jorge Rodrigues Paiva; “Património Geológico Transfronteiriço na Região do Douro – ROTEIROS / Geological Cross-border Heritage in the Douro Region – ITINERARIES” coordenação M. Elisa Preto Gomes e Ana Maria P. Alencoão; “São Salvador do Mundo – santuário duriense”, sob a coordenação do arqueólogo J. A. Gonçalves Guimarães; “Norte de Portugal e Galiza” – Guia American Express; “Mapa de Arquitectura de Vila Real / Plano de Arquitectura / Architectural Map-Guide” fotografia e coordenação editorial Filipe Jorge; “Guia de Aves”, texto e mapas Lars Svensson, ilustrações e legendas Killian Mullarney e Dan Zetterström]

A Paisagem do Douro Vinhateiro e os Sítios Arqueológicos do Côa, assim como os territórios onde se enquadram, são representativos do interior da região. A cidade de Vila Real, a uma escassa hora do Porto, pode ser vista como uma porta de entrada para estes territórios. A serra do Marão quebra a influência atlântica e aqui prevalece a cultura mediterrânica. Tratando-se de territórios imensos, pouco povoados, por vezes com acessibilidades condicionadas, reclamam uma visita de natureza diferente da dos centros urbanos. No Douro, a visita leva a privilegiar o automóvel ou então o barco, já que é possível navegar no Douro, transpondo as eclusas de navegação das sucessivas barragens. Mas visitar o Douro implica, também, parar nos miradouros, conhecer as quintas, os Museus do Douro e do Côa, as aldeias, os centros históricos, passear nas vinhas, visitar as adegas. Assim, podemos partir à descoberta e contar prioritariamente com visitas pedonais.
Os Sítios de Arte Rupestre situam-se ao longo do rio Côa, um importante afluente na margem direita do rio Douro, que corre por territórios agrestes, com fraca presença humana. Formam o mais vasto conjunto de arte do Paleolítico, um património de valor universal, reconhecido pela UNESCO como obra-prima do génio criador da humanidade e um testemunho excecional da vida material, social, económica e espiritual dos nossos mais antigos antepassados.
Este património, que inclui mais de 70 sítios diferentes onde se podem observar gravuras na pedra de cariz fortemente naturalista, representando maioritariamente animais e ainda contornos de figura humana, insere-se no Parque Arqueológico do Vale do Côa, entidade responsável pela gestão de cerca de vinte mil hectares, distribuídos por quatro municípios. O Museu do Côa é um local de visita incontornável e pode ser um ponto de partida para os núcleos principais acessíveis ao visitante: a Canada do Inferno, a Ribeira de Piscos, a Penascosa e o Fariseu. Mas, uma visita ao Côa não se esgota nas gravuras, pois a paisagem é também única, assim como os povoados que circundam o Parque (Muxagata, Almendra, Castelo Melhor). É, também, um local de grande importância para a conservação da natureza (trata-se de uma Zona de Proteção Especial ao abrigo da Diretiva Aves da União Europeia). É um sítio mágico e de contrastes, ora observado do alto de São Gabriel ora dos vinhedos em Ervamoira, ora junto ao Côa. 
O Vale do Côa convida a interiorizar.
A Paisagem Cultural do Alto Douro Vinhateiro corresponde a uma área de cerca de 25.000 ha, ao longo das duas margens do rio Douro e distribuída por treze municípios. É considerada uma área representativa da vasta Região Demarcada do Douro (cerca de 250.000 ha), a mais antiga região vitícola regulamentada do mundo, conseguindo concentrar dentro de si o que de mais autêntico possui o Alto Douro enquanto paisagem cultural evolutiva e viva. Trata-se de uma paisagem de beleza singular, para a qual concorrem, também, fatores efémeros como a luz, a cor e o silêncio. A manhã, a tarde ou a noite no Douro, tal como as estações do ano, não são a mesma coisa. O Alto Douro Vinhateiro combina a natureza monumental do vale do rio Douro, feito de encostas íngremes, prioritariamente xistosas e de solos pobres, com a ação ancestral e contínua do Homem, adaptando o espaço às necessidades agrícolas de tipo mediterrânico, que a região suporta e que se caracterizam, também, pela escassez da água. Esta relação íntima entre a atividade humana e a natureza adquiriu uma manifestação de profunda sabedoria através de um conhecimento atento e apaixonado da videira, planta robusta de raízes profundas, abundante crescimento dos ramos, fecunda em fruto… As encostas estão esculpidas – armadas em socalcos e terraços – qual obra de arte coletiva e anónima, sem data. Aqui se produz o famoso Vinho do Porto, principal vetor de dinamização da tecnologia, da cultura, das tradições e da economia locais. Mas o Douro não é só vinhas, é também o cenário da amendoeira, da oliveira, da figueira, do medronheiro, do sobreiro… O Douro convida a olhar, a cheirar, a saborear, a escutar, a celebrar e apaixona!