
Dário Moreira de Castro Alves, reuniu no livro
“O Vinho do Porto na Obra de Eça de Queiroz”, tudo o que o escritor diz
sobre o vinho fino do Douro.
Neste trabalho
de pesquisa meticulosa, Dário Moreira de Castro Alves conduz-nos à
região do Douro que o génio de Eça de Queiroz recriou no espaço mágico
de Tormes: o rio e toda a vasta zona, que abrange a sua história e
geografia, a cultura dos povos e lugares por onde passa, os seus
recursos e potencialidades, o quotidiano das gentes que dele vivem.
Retrato vivo do país vinhateiro este líquido, e generoso, agarrado aos
socalcos onde a cepa come pedra e bebe sol, ganhou há séculos, prestígio
nacional e internacional.
«O autor, Dário Moreira de Castro
Alves, conduz o leitor à região do Douro, que o gênio de Eça captou tão
bem. E com ele viaja através do rio e toda sua vasta zona, abrangendo
sua história, geografia e cultura.Na obra de Eça de Queirós encontra-se o
retrato vivo do douro vinhateiro. Com Eça a gastronomia ganha assento
na grande literatura e, com ela, as referência ao néctar proveniente do
Douro. Ao longo da sua obra são mais de 4.500 as citações gastronômicas e
1.302 menções a bebidas alcoólicas. Como diz o autor “a grande e
abundante colheita de vinhos na obra queirosiana é a dos vinhos de sua
época, do seu século, fossem portugueses fosse franceses, espanhóis,
alemães, italianos, húngaro e até chineses”. O autor analisa a obra de
Eça, particularmente os títulos onde o vinho é referenciado: “A
Tragédia da Rua das Flores”, “O Crime do Padre Amaro”, “A Relíquia”,
apenas para citar alguns.
O livro em si, é sem dúvida, um bom
pretexto para “beber” com imoderação a obra de Eça de Queirós.» [blogue
Vino Divino Vino por Elmano Marques]
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![Foto: “A Última Criada de Salazar – A vida doméstica e os dias do fim” de Miguel Carvalho
Em 1969, prestes a completar 14 anos, Rosália Araújo foi contratada para servir António de Oliveira Salazar. Durante anos, conheceu a vida doméstica do palacete de São Bento, liderada pela severa dona Maria, e o lado mais privado do Presidente do Conselho, com os seus hábitos, gostos, desgostos e segredos. No momento da sua morte, em 1970 foi a única empregada presente no quarto do ditador.
A Última Criada de Salazar é o relato minucioso da decadência e dos dias do fim do homem que alcançou o poder em 1932 e só o perdeu três décadas mais tarde.
Após a morte do ditador, Rosália teve convites para ficar em Lisboa, mas regressou a Favaios. Casou, criou família, enviuvou. Padeira fora, padeira continuou. “Precisávamos de outro 25 de Abril”, diz, agora, a antiga criada de Salazar.
«É um livro especial. Extraordinariamente bem escrito, com uma coerência narrativa e um ritmo absolutamente perfeitos, é o exemplo acabado do livro que se lê de um fôlego. Foi de facto o meu caso. Abri-o e só o pousei depois de terminar. O tema e as personagens ajudam, claro. Os últimos anos do regime de Salazar, observados a partir de um microcosmos que foi a sua residência oficial (S. Bento e o Forte de Sto. António do Estoril) e pelos olhos de quem o servia. A D. Rosália, um verdadeiro tesouro de memórias intactas, guia-nos pelo universo particular dos últimos anos da ditadura, com uma visão apolítica da casa onde residia o poder que comandava o, à altura, Império Português. De entre o flagrante contraste entre a dimensão do império até à pequenez do mundo privado do ditador, acompanhamos uma história que em qualquer contexto não deixa de ser uma portentosa tragédia clássica. A queda (e aqui esqueço o episódio da cadeira) de um mito. Toda a descrição dos últimos tempos de vida de Salazar, mas sobretudo a gigantesca encenação que é feita para manter as aparências, chega a parecer irreal. E de certa forma é. É uma realidade que não existe, em absoluto contraponto com um país pobre, pequeno e abandonado à sua sorte, onde apenas as elites contam. É neste equilíbrio delicado e que nunca abandona que o Miguel consegue dar uma imagem de um pais e de uma ditadura em queda, sem nunca cair no que seria fácil, o tomar partido. É um retrato de um homem incontornável no Séc. XX português, feito a partir de dentro. Um quadro pintado em proximidade.» [Ricardo, blogue Estante Acidental]
Miguel Carvalho nasceu no Porto em 1970 e é repórter da revista Visão desde dezembro de 1999. Em 1989, concluiu o Curso de Radiojornalismo do Centro de Formação de Jornalistas do Porto. Trabalhou no Diário de Notícias e no semanário O Independente. Recebeu o Prémio Orlando Gonçalves (Jornalismo), em 2008, e o Grande Prémio Gazeta, do Clube dos Jornalistas, em 2009. Algumas das suas reportagens têm merecido referência em títulos como The New York Times, El País, Daily Telegraph, Veja ou O Globo.
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