
«Nos últimos 20 anos, Portugal perdeu 700 Kms de vias férreas, desactivadas em nome da boa gestão, do controlo do défice e dessa
abstracção onde tudo cabe chamada progresso. À evidência, nem o país
ficou mais rico, nem as populações mais bem servidas. (...)
Tal como
as vias romanas, os trilhos dos contrabandistas, as estradas militares
ou os itinerários de transumância pastoril, estes caminhos são parte
integrante do nosso património e da nossa memória colectiva. Não os
deixar desaparecer, popularizá-los e dar-lhes nova vida é o objectivo
deste livro. Desde as linhas de via estreita do Douro e Vouga, aos raios
da antiga «Estrela de Évora», sugerem-se caminhadas sobre troços ainda
com carris, trajectos em ciclovias ou itinerários por plataformas onde
em tempos houve linha e que, às vezes, já mal se reconhecem, quando não
se confundem com outras veredas.»
Só o folheei um pouco e posso
adiantar um livro com muitas fotografias lindíssimas (assim não é tão
chato), e bastantes fotografias de arquivo. O livro perfeito para
conhecer um pouco mais da nossa história ferroviária (adoro comboios) e o
estado degradante a que ela chegou. Uma leitura garantidamente
interessante. [Ricardo El Solitario, blogue Clube BTT Sanguêdo]
Um bom livro a ler repleto de imagens e textos para quem é apaixonado
pelos comboios e pelos passeios a pé nas vias férreas abandonadas.
[Jorge Rego, blogue Caminhos de Ferro – Vale da Fumaça]
Excelente livro para quem gosta de caminhadas e de aventura. As
propostas são tentadoras, os relatos e descrições ao pormenor despertam o
interesse em calcorrear as antigas linhas férreas abandonadas. Fica a
sugestão. [blogue Land Lousã]
Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 215
Editor: Edições Afrontamento
Preço: 14,13€
![Foto: “A Última Estação do Império” de António Chaves
A obra contou com a colaboração do escritor Barroso da Fonte e conta a história e amizade dos dois combatentes barrosões em tempos de guerra colonial, quando em 1964 ambos cumpriram serviço militar no Continente e foram enviados para Angola.
«A 23 de Janeiro de 1964, um jovem com 20 anos de idade apanha, na estação de S. Bento, o último comboio da noite, com destino a Santa Apolónia.
Chama-se António Carneiro Chaves, é natural da aldeia de negrões, concelho de Montalegre, e esta será a primeira etapa de uma viagem que o conduzirá, juntamente com um grupo de outros recém-incorporados, tal como ele, no serviço militar, até ao quartel de Mafra, onde irão fazer recruta.
Desse grupo faz parte João Barroso da Fonte, também montalegrense. A data acima referida regista o início de uma sólida amizade entre estes dois transmontanos, marcada por partilha de experiências e de ideias, parte delas expostas sob a forma epistolar. Alguma da correspondência trocada entre ambos, publicada neste livro, cinge-se ao período em que prestam serviço militar, no Continente e em Angola.
Numa escrita por vezes poética na descrição de paisagens e emoções, António Chaves narra cerca de quatro anos que considera de interregno na sua vida; percurso em que, extasiado com o esplendor e a magia do mundo africano, tenta entender a natureza e cultura dessas gentes, tão diferentes das que até ali conheceu. Líder com um claro sentido de estratégia e comando, nunca perde, no mais fundo do coração, a memória e a saudade da sua terra e dos seus. Procura, à luz de documentação histórica, as razões que poderão explicar os caminhos que desembocaram na guerra em que participou. A amálgama de reflexões e vivências narradas, situando esta obra entre o romance autobiográfico e o ensaio, levanta questões comuns a todos que ali aportaram, justificando a sua edição e o interesse na sua leitura.»
«Quando soube que a Câmara de Montalegre tinha intenção de homenagear-me, ficou radiante e, esse júbilo, fez-lhe um desfio: escrever um livro onde reunisse a nossa correspondência dessa época, onde retratasse o drama da nossa geração e onde se deixasse um testemunho dessa guerra subversiva que, em boa verdade, ninguém entendia. Aquele que era para ser um livro de memórias, resultou num relato circunstanciado, com dois centros operacionais, que coincidiam com os relatores. Fomos dois repórteres da linha da frente. Duas visões diferentes de ver a mesma realidade, numa mesma época e num mesmo espaço. Não inventámos, não romanceámos, não forjámos. Ele que esteve mais para o sul e que já então tinha o fascínio pela historiografia dos povos africanos, apaixonou-se pelo drama da escravatura. Embrenhou-se na literatura que foi descobrindo - e foi muita. Penso que para além destes testemunhos de guerra, esta «Última Estação do Império» que a Âncora editou e distribui, será um livro de consulta obrigatória para quem fizer a História do Fim do Império Português.» Barroso da Fonte [NetBila]
Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também disponíveis os títulos: “Angola – O Conflito na Frente Leste” de Benjamim Almeida, “Angola 1975 – Testemunho de uma tragédia” de José Manuel Coelho e “Ultrajes na Guerra Colonial” de Leonel Olhero]](https://fbcdn-sphotos-d-a.akamaihd.net/hphotos-ak-frc3/p480x480/542688_549240218441174_1762656760_n.jpg)

