
«Este livro resulta de um trabalho apresentado
na Universidade de Trás-os-Montes e Alto douro (UTAD) como dissertação
para obtenção do grau de mestre no âmbito do curso de Mestrado em
Agricultura, Ambiente e Mercados. Trata-se de um grande contributo para
um melhor conhecimento dos azeites da região de Trás-os-Montes,
especialmente da terra Quente.O estudo foi efetuado nos concelhos de
Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Alfândega da Fé, em Azeites produzidos
pelas três cultivares de azeitona, madural, cobrançosa e verdeal
transmontana, através do seu comportamento físico-químico e sensorial. É
apresentada uma descrição da Olivicultura em Trás-os-Montes, a qual
representa uma grande fonte de rendimento para esta região, com
denominação de origem protegida e das principais cultivares. Através de
ensaios efetuados, evidenciámos as características físico-químicas e
sensoriais dos azeites elementares, obtidos nos três concelhos em
estudo, e a relação das características dos azeites produzidos com as
cultivares e localização dos olivais. Podemos concluir que a composição
em ácidos gordos permite fazer a distinção dos azeites e determinar a
estabilidade através da percentagem em ácido oleico e que resistência à
oxidação pode ser determinada pela conjugação do teor em polifenóis e da
estabilidade oxidativa e as características organolépticas - cheiro e
sabor dos azeites das diferentes cultivares são diferenciadas .Este
trabalho comprova que os azeites de Trás-os-Montes têm características
físico-químicas e sensoriais excelentes.»
A Autora, natural de
Mirandela, é professora adjunta do Instituto Piaget. Exerce atualmente
funções de presidente do Campus Académico do Nordeste.

![Foto: “A Última Estação do Império” de António Chaves
A obra contou com a colaboração do escritor Barroso da Fonte e conta a história e amizade dos dois combatentes barrosões em tempos de guerra colonial, quando em 1964 ambos cumpriram serviço militar no Continente e foram enviados para Angola.
«A 23 de Janeiro de 1964, um jovem com 20 anos de idade apanha, na estação de S. Bento, o último comboio da noite, com destino a Santa Apolónia.
Chama-se António Carneiro Chaves, é natural da aldeia de negrões, concelho de Montalegre, e esta será a primeira etapa de uma viagem que o conduzirá, juntamente com um grupo de outros recém-incorporados, tal como ele, no serviço militar, até ao quartel de Mafra, onde irão fazer recruta.
Desse grupo faz parte João Barroso da Fonte, também montalegrense. A data acima referida regista o início de uma sólida amizade entre estes dois transmontanos, marcada por partilha de experiências e de ideias, parte delas expostas sob a forma epistolar. Alguma da correspondência trocada entre ambos, publicada neste livro, cinge-se ao período em que prestam serviço militar, no Continente e em Angola.
Numa escrita por vezes poética na descrição de paisagens e emoções, António Chaves narra cerca de quatro anos que considera de interregno na sua vida; percurso em que, extasiado com o esplendor e a magia do mundo africano, tenta entender a natureza e cultura dessas gentes, tão diferentes das que até ali conheceu. Líder com um claro sentido de estratégia e comando, nunca perde, no mais fundo do coração, a memória e a saudade da sua terra e dos seus. Procura, à luz de documentação histórica, as razões que poderão explicar os caminhos que desembocaram na guerra em que participou. A amálgama de reflexões e vivências narradas, situando esta obra entre o romance autobiográfico e o ensaio, levanta questões comuns a todos que ali aportaram, justificando a sua edição e o interesse na sua leitura.»
«Quando soube que a Câmara de Montalegre tinha intenção de homenagear-me, ficou radiante e, esse júbilo, fez-lhe um desfio: escrever um livro onde reunisse a nossa correspondência dessa época, onde retratasse o drama da nossa geração e onde se deixasse um testemunho dessa guerra subversiva que, em boa verdade, ninguém entendia. Aquele que era para ser um livro de memórias, resultou num relato circunstanciado, com dois centros operacionais, que coincidiam com os relatores. Fomos dois repórteres da linha da frente. Duas visões diferentes de ver a mesma realidade, numa mesma época e num mesmo espaço. Não inventámos, não romanceámos, não forjámos. Ele que esteve mais para o sul e que já então tinha o fascínio pela historiografia dos povos africanos, apaixonou-se pelo drama da escravatura. Embrenhou-se na literatura que foi descobrindo - e foi muita. Penso que para além destes testemunhos de guerra, esta «Última Estação do Império» que a Âncora editou e distribui, será um livro de consulta obrigatória para quem fizer a História do Fim do Império Português.» Barroso da Fonte [NetBila]
Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também disponíveis os títulos: “Angola – O Conflito na Frente Leste” de Benjamim Almeida, “Angola 1975 – Testemunho de uma tragédia” de José Manuel Coelho e “Ultrajes na Guerra Colonial” de Leonel Olhero]](https://fbcdn-sphotos-d-a.akamaihd.net/hphotos-ak-frc3/p480x480/542688_549240218441174_1762656760_n.jpg)
