quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Convite Salazar, Portugal e Holocausto.JPG

A Princesa do Corgo

                                   

                                                 Foto: “A Princesa do Corgo” de Emílio Miranda

Ou a História da fundação de Vila Real de Panoias, mandada erigir por El-Rei D. Dinis no Ano da Graça de 1289, e das gentes que contribuíram para que se fizesse. Acerca dos muitos mistérios que ocorreram durante a sua feitura e de factos que o tempo olvidou...

El-Rei Dom Dinis redige, a 4 de Janeiro de 1289, aquele que haveria de ser o primeiro passo para a criação da nova póvoa, assente agora sobre um cabeço ou outeiro, onde o Corgo e o Cabril se encontram.
Para este projecto concorrem um conjunto de personagens, entre os quais se contam Simão da Cruz, fugido por um crime que em Guimarães cometeu, Maria da Conceição e família, fugidos à pobreza, à fome e à mão pesada de um senhor severo, Manuel Mestre-de-Obras, a quem é dada a missão de erguer os muros da vila, Zacarias, o prestamista, de quem muitos dependem e poucos gostam, Robalo o tolo - sentinela vigilante e tudo menos néscio - Adosinda, a Bruxa do Corgo, uma excêntrica que vive só junto às margens do Corgo e assiste com as suas mezinhas a quem se socorre dela, Pero Anes Foucinha - personagem real, clérigo de Mouçós, que foi procurador de El-Rei naquela região - e tantos outros que, página após página, vão desfilando perante os nossos olhares, colhendo simpatias, ou nem por isso.
A bela Filomena, rapariga muda, cuja paixão nos comove e por quem, irremediavelmente, nos apaixonamos, Maria da Conceição que nos divide os afectos, Gertrudes e Ana Vesga, as coscuvilheiras da vila que nos molestam quase tanto como aos personagens da história, Padre Hermenegildo que morre após uma lauta refeição, como um santa a quem não se escutou um ai ou um ui e o seu sucessor que vê finalmente construída a igreja que o primeiro tanto ansiou e nunca chegou a ver. Por fim, Salomão e Inês, a quem o amor venceu e a vida surpreendeu e, provando uma vez mais que a mentira tem perna curta e que mais tarde ou mais cedo acabamos por nos confrontar com as nossas culpas e os nossos fantasmas... deparamo-nos com o (in)esperado desfecho, que é afinal o princípio daquela que, tão orgulhosamente, conhecemos nos nossos dias como Vila Real (de Trás-os-Montes) a Princesa do Corgo.

«Nos tempos de hoje, talvez banalmente, usamos as palavras pobreza, sofrimento, dor… mas, noutros tempos, noutras eras, foi essa a realidade cravada na pele daqueles que nasciam sem berço dourado, sem nada a que pudessem chamar seu! 
A Princesa do Corgo mostra-nos, através de personagens que resvalam de soslaio os nossos sombrios pesadelos, um olhar histórico cravado nesse sofrimento, mas uma força e uma entrega que só a esperança no futuro pressagia. 
É essa força das personagens que nos prende à narrativa, porém é a beleza pura da linguagem, que imaginamos ser daqueles tempos, que nos fascina do princípio ao fim das quase setecentas páginas e nos transporta, como numa viagem no tempo, a esse passado. 
Não consigo já contabilizar o número de livros que li, mas este foi, sem dúvida, um dos que mais me fascinou e que li, lendo e relendo muitas das suas páginas, sem pressa de acabar, não pela ausência de interesse, mas sim pelo desejo de beber nelas esperança para tempos de crise que sentia acercarem-se e inspiração para lutar como lutam os grandes Homens. Pois… é de grandes Homens que A Princesa do Corgo vê povoadas as suas páginas, de Homens que lutam, que nunca desistem… mesmo que nem sempre as suas almas estejam, às vezes, isentas de mácula. 
A fé, que mata e faz renascer, é o motor que alimenta a luta daqueles que ergueram a bela cidade de Vila Real. E não é ela que nos move sempre? A fé no ser humano…»
[Ana Ludovino, Vila Nova da Barquinha]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...

Ou a História da fundação de Vila Real de Panoias, mandada erigir por El-Rei D. Dinis no Ano da Graça de 1289, e das gentes que contribuíram para que se fizesse. Acerca dos muitos mistérios que ocorreram durante a sua feitura e de factos que o tempo olvidou...

El-Rei Dom Dinis redige, a 4 de Janeiro de 1289, aquele que haveria de ser o primeiro passo para a criação da nova póvoa, assente agora sobre um cabeço ou outeiro, onde o Corgo e o Cabril se encontram.
Para este projecto concorrem um conjunto de personagens, entre os quais se contam Simão da Cruz, fugido por um crime que em Guimarães cometeu, Maria da Conceição e família, fugidos à pobreza, à fome e à mão pesada de um senhor severo, Manuel Mestre-de-Obras, a quem é dada a missão de erguer os muros da vila, Zacarias, o prestamista, de quem muitos dependem e poucos gostam, Robalo o tolo - sentinela vigilante e tudo menos néscio - Adosinda, a Bruxa do Corgo, uma excêntrica que vive só junto às margens do Corgo e assiste com as suas mezinhas a quem se socorre dela, Pero Anes Foucinha - personagem real, clérigo de Mouçós, que foi procurador de El-Rei naquela região - e tantos outros que, página após página, vão desfilando perante os nossos olhares, colhendo simpatias, ou nem por isso.
A bela Filomena, rapariga muda, cuja paixão nos comove e por quem, irremediavelmente, nos apaixonamos, Maria da Conceição que nos divide os afectos, Gertrudes e Ana Vesga, as coscuvilheiras da vila que nos molestam quase tanto como aos personagens da história, Padre Hermenegildo que morre após uma lauta refeição, como um santa a quem não se escutou um ai ou um ui e o seu sucessor que vê finalmente construída a igreja que o primeiro tanto ansiou e nunca chegou a ver. Por fim, Salomão e Inês, a quem o amor venceu e a vida surpreendeu e, provando uma vez mais que a mentira tem perna curta e que mais tarde ou mais cedo acabamos por nos confrontar com as nossas culpas e os nossos fantasmas... deparamo-nos com o (in)esperado desfecho, que é afinal o princípio daquela que, tão orgulhosamente, conhecemos nos nossos dias como Vila Real (de Trás-os-Montes) a Princesa do Corgo.

«Nos tempos de hoje, talvez banalmente, usamos as palavras pobreza, sofrimento, dor… mas, noutros tempos, noutras eras, foi essa a realidade cravada na pele daqueles que nasciam sem berço dourado, sem nada a que pudessem chamar seu! 
A Princesa do Corgo mostra-nos, através de personagens que resvalam de soslaio os nossos sombrios pesadelos, um olhar histórico cravado nesse sofrimento, mas uma força e uma entrega que só a esperança no futuro pressagia. 
É essa força das personagens que nos prende à narrativa, porém é a beleza pura da linguagem, que imaginamos ser daqueles tempos, que nos fascina do princípio ao fim das quase setecentas páginas e nos transporta, como numa viagem no tempo, a esse passado. 
Não consigo já contabilizar o número de livros que li, mas este foi, sem dúvida, um dos que mais me fascinou e que li, lendo e relendo muitas das suas páginas, sem pressa de acabar, não pela ausência de interesse, mas sim pelo desejo de beber nelas esperança para tempos de crise que sentia acercarem-se e inspiração para lutar como lutam os grandes Homens. Pois… é de grandes Homens que A Princesa do Corgo vê povoadas as suas páginas, de Homens que lutam, que nunca desistem… mesmo que nem sempre as suas almas estejam, às vezes, isentas de mácula. 
A fé, que mata e faz renascer, é o motor que alimenta a luta daqueles que ergueram a bela cidade de Vila Real. E não é ela que nos move sempre? A fé no ser humano…»
[Ana Ludovino, Vila Nova da Barquinha]


Edição/reimpressão: 2009

Editor: Planeta Editora
Preço: 24,99€

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

                                                      Foto: “Azeite de Trás-os-Montes” de Maria Helena Chéu Guedes Vaz
«Este livro resulta de um trabalho apresentado na Universidade de Trás-os-Montes e Alto douro (UTAD) como dissertação para obtenção do grau de mestre no âmbito do curso de Mestrado em Agricultura, Ambiente e Mercados. Trata-se de um grande contributo para um melhor conhecimento dos azeites da região de Trás-os-Montes, especialmente da terra Quente.O estudo foi efetuado nos concelhos de Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Alfândega da Fé, em Azeites produzidos pelas três cultivares de azeitona, madural, cobrançosa e verdeal transmontana, através do seu comportamento físico-químico e sensorial. É apresentada uma descrição da Olivicultura em Trás-os-Montes, a qual representa uma grande fonte de rendimento para esta região, com denominação de origem protegida e das principais cultivares. Através de ensaios efetuados, evidenciámos as características físico-químicas e sensoriais dos azeites elementares, obtidos nos três concelhos em estudo, e a relação das características dos azeites produzidos com as cultivares e localização dos olivais. Podemos concluir que a composição em ácidos gordos permite fazer a distinção dos azeites e determinar a estabilidade através da percentagem em ácido oleico e que resistência à oxidação pode ser determinada pela conjugação do teor em polifenóis e da estabilidade oxidativa e as características organolépticas - cheiro e sabor dos azeites das diferentes cultivares são diferenciadas .Este trabalho comprova que os azeites de Trás-os-Montes têm características físico-químicas e sensoriais excelentes.»
A Autora, natural de Mirandela, é professora adjunta do Instituto Piaget. Exerce atualmente funções de presidente do Campus Académico do Nordeste.

«Este livro resulta de um trabalho apresentado na Universidade de Trás-os-Montes e Alto douro (UTAD) como dissertação para obtenção do grau de mestre no âmbito do curso de Mestrado em Agricultura, Ambiente e Mercados. Trata-se de um grande contributo para um melhor conhecimento dos azeites da região de Trás-os-Montes, especialmente da terra Quente.O estudo foi efetuado nos concelhos de Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Alfândega da Fé, em Azeites produzidos pelas três cultivares de azeitona, madural, cobrançosa e verdeal transmontana, através do seu comportamento físico-químico e sensorial. É apresentada uma descrição da Olivicultura em Trás-os-Montes, a qual representa uma grande fonte de rendimento para esta região, com denominação de origem protegida e das principais cultivares. Através de ensaios efetuados, evidenciámos as características físico-químicas e sensoriais dos azeites elementares, obtidos nos três concelhos em estudo, e a relação das características dos azeites produzidos com as cultivares e localização dos olivais. Podemos concluir que a composição em ácidos gordos permite fazer a distinção dos azeites e determinar a estabilidade através da percentagem em ácido oleico e que resistência à oxidação pode ser determinada pela conjugação do teor em polifenóis e da estabilidade oxidativa e as características organolépticas - cheiro e sabor dos azeites das diferentes cultivares são diferenciadas .Este trabalho comprova que os azeites de Trás-os-Montes têm características físico-químicas e sensoriais excelentes.»
A Autora, natural de Mirandela, é professora adjunta do Instituto Piaget. Exerce atualmente funções de presidente do Campus Académico do Nordeste.

domingo, 3 de novembro de 2013

                                           


«Nos últimos 20 anos, Portugal perdeu 700 Kms de vias férreas, desactivadas em nome da boa gestão, do controlo do défice e dessa abstracção onde tudo cabe chamada progresso. À evidência, nem o país ficou mais rico, nem as populações mais bem servidas. (...)
Tal como as vias romanas, os trilhos dos contrabandistas, as estradas militares ou os itinerários de transumância pastoril, estes caminhos são parte integrante do nosso património e da nossa memória colectiva. Não os deixar desaparecer, popularizá-los e dar-lhes nova vida é o objectivo deste livro. Desde as linhas de via estreita do Douro e Vouga, aos raios da antiga «Estrela de Évora», sugerem-se caminhadas sobre troços ainda com carris, trajectos em ciclovias ou itinerários por plataformas onde em tempos houve linha e que, às vezes, já mal se reconhecem, quando não se confundem com outras veredas.»

Só o folheei um pouco e posso adiantar um livro com muitas fotografias lindíssimas (assim não é tão chato), e bastantes fotografias de arquivo. O livro perfeito para conhecer um pouco mais da nossa história ferroviária (adoro comboios) e o estado degradante a que ela chegou. Uma leitura garantidamente interessante. [Ricardo El Solitario, blogue Clube BTT Sanguêdo]

Um bom livro a ler repleto de imagens e textos para quem é apaixonado pelos comboios e pelos passeios a pé nas vias férreas abandonadas. [Jorge Rego, blogue Caminhos de Ferro – Vale da Fumaça]

Excelente livro para quem gosta de caminhadas e de aventura. As propostas são tentadoras, os relatos e descrições ao pormenor despertam o interesse em calcorrear as antigas linhas férreas abandonadas. Fica a sugestão. [blogue Land Lousã]


Edição/reimpressão: 2008

Páginas: 215
Editor: Edições Afrontamento
Preço: 14,13€

sábado, 2 de novembro de 2013

A Última Estação do Império

                                                      Foto: “A Última Estação do Império” de António Chaves

A obra contou com a colaboração do escritor Barroso da Fonte e conta a história e amizade dos dois combatentes barrosões em tempos de guerra colonial, quando em 1964 ambos cumpriram serviço militar no Continente e foram enviados para Angola. 

«A 23 de Janeiro de 1964, um jovem com 20 anos de idade apanha, na estação de S. Bento, o último comboio da noite, com destino a Santa Apolónia.
Chama-se António Carneiro Chaves, é natural da aldeia de negrões, concelho de Montalegre, e esta será a primeira etapa de uma viagem que o conduzirá, juntamente com um grupo de outros recém-incorporados, tal como ele, no serviço militar, até ao quartel de Mafra, onde irão fazer recruta.
Desse grupo faz parte João Barroso da Fonte, também montalegrense. A data acima referida regista o início de uma sólida amizade entre estes dois transmontanos, marcada por partilha de experiências e de ideias, parte delas expostas sob a forma epistolar. Alguma da correspondência trocada entre ambos, publicada neste livro, cinge-se ao período em que prestam serviço militar, no Continente e em Angola.
Numa escrita por vezes poética na descrição de paisagens e emoções, António Chaves narra cerca de quatro anos que considera de interregno na sua vida; percurso em que, extasiado com o esplendor e a magia do mundo africano, tenta entender a natureza e cultura dessas gentes, tão diferentes das que até ali conheceu. Líder com um claro sentido de estratégia e comando, nunca perde, no mais fundo do coração, a memória e a saudade da sua terra e dos seus. Procura, à luz de documentação histórica, as razões que poderão explicar os caminhos que desembocaram na guerra em que participou. A amálgama de reflexões e vivências narradas, situando esta obra entre o romance autobiográfico e o ensaio, levanta questões comuns a todos que ali aportaram, justificando a sua edição e o interesse na sua leitura.»

«Quando soube que a Câmara de Montalegre tinha intenção de homenagear-me, ficou radiante e, esse júbilo, fez-lhe um desfio: escrever um livro onde reunisse a nossa correspondência dessa época, onde retratasse o drama da nossa geração e onde se deixasse um testemunho dessa guerra subversiva que, em boa verdade, ninguém entendia. Aquele que era para ser um livro de memórias, resultou num relato circunstanciado, com dois centros operacionais, que coincidiam com os relatores. Fomos dois repórteres da linha da frente. Duas visões diferentes de ver a mesma realidade, numa mesma época e num mesmo espaço. Não inventámos, não romanceámos, não forjámos. Ele que esteve mais para o sul e que já então tinha o fascínio pela historiografia dos povos africanos, apaixonou-se pelo drama da escravatura. Embrenhou-se na literatura que foi descobrindo - e foi muita. Penso que para além destes testemunhos de guerra, esta «Última Estação do Império» que a Âncora editou e distribui, será um livro de consulta obrigatória para quem fizer a História do Fim do Império Português.» Barroso da Fonte [NetBila]

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também disponíveis os títulos: “Angola – O Conflito na Frente Leste” de Benjamim Almeida, “Angola 1975 – Testemunho de uma tragédia” de José Manuel Coelho e “Ultrajes na Guerra Colonial” de Leonel Olhero]

A obra contou com a colaboração do escritor Barroso da Fonte e conta a história e amizade dos dois combatentes barrosões em tempos de guerra colonial, quando em 1964 ambos cumpriram serviço militar no Continente e foram enviados para Angola. 

«A 23 de Janeiro de 1964, um jovem com 20 anos de idade apanha, na estação de S. Bento, o último comboio da noite, com destino a Santa Apolónia.
Chama-se António Carneiro Chaves, é natural da aldeia de negrões, concelho de Montalegre, e esta será a primeira etapa de uma viagem que o conduzirá, juntamente com um grupo de outros recém-incorporados, tal como ele, no serviço militar, até ao quartel de Mafra, onde irão fazer recruta.
Desse grupo faz parte João Barroso da Fonte, também montalegrense. A data acima referida regista o início de uma sólida amizade entre estes dois transmontanos, marcada por partilha de experiências e de ideias, parte delas expostas sob a forma epistolar. Alguma da correspondência trocada entre ambos, publicada neste livro, cinge-se ao período em que prestam serviço militar, no Continente e em Angola.
Numa escrita por vezes poética na descrição de paisagens e emoções, António Chaves narra cerca de quatro anos que considera de interregno na sua vida; percurso em que, extasiado com o esplendor e a magia do mundo africano, tenta entender a natureza e cultura dessas gentes, tão diferentes das que até ali conheceu. Líder com um claro sentido de estratégia e comando, nunca perde, no mais fundo do coração, a memória e a saudade da sua terra e dos seus. Procura, à luz de documentação histórica, as razões que poderão explicar os caminhos que desembocaram na guerra em que participou. A amálgama de reflexões e vivências narradas, situando esta obra entre o romance autobiográfico e o ensaio, levanta questões comuns a todos que ali aportaram, justificando a sua edição e o interesse na sua leitura.»

«Quando soube que a Câmara de Montalegre tinha intenção de homenagear-me, ficou radiante e, esse júbilo, fez-lhe um desfio: escrever um livro onde reunisse a nossa correspondência dessa época, onde retratasse o drama da nossa geração e onde se deixasse um testemunho dessa guerra subversiva que, em boa verdade, ninguém entendia. Aquele que era para ser um livro de memórias, resultou num relato circunstanciado, com dois centros operacionais, que coincidiam com os relatores. Fomos dois repórteres da linha da frente. Duas visões diferentes de ver a mesma realidade, numa mesma época e num mesmo espaço. Não inventámos, não romanceámos, não forjámos. Ele que esteve mais para o sul e que já então tinha o fascínio pela historiografia dos povos africanos, apaixonou-se pelo drama da escravatura. Embrenhou-se na literatura que foi descobrindo - e foi muita. Penso que para além destes testemunhos de guerra, esta «Última Estação do Império» que a Âncora editou e distribui, será um livro de consulta obrigatória para quem fizer a História do Fim do Império Português.» Barroso da Fonte [NetBila]


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 368
Editor: Âncora Editora
Preço: 24,00€