segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A Emigração na Freguesia de Santo André da Campeã (1848-1900)

                                             Foto: “A Emigração na Freguesia de Santo André da Campeã (1848-1900) de Celeste Castro

Há muito tempo que os historiadores sentem necessidade de investigar e compreender o fenómenos das migrações dos povos. Quais as razões que levaram as pessoas a deixar a sua terra, a sua família, as suas raízes para se lançarem num mundo desconhecido, por terras de além-mar? O que é que terá levado estas gentes a tal demanda? Terá sido o espírito aventureiro de um povo o que o lançou nesta aventura, desde o século XV? Será consequência directa de conjunturas políticas, sociais e económicas? Terão sido problemas familiares os que obrigaram estas gentes a procurar essa terras desconhecidas? Quem emigrava? E por que razão? Se estas questões, só por si, nos merecem uma reflexão crítica no sentido da compreensão dos condicionalismos que poderão ter originado tal fluxo, é também importante inserir a emigração no âmbito mais restrito da paróquia e da família. É neste contexto que se pretende situar o presente estudo através dos movimentos migratórios da paróquia de Santo André da Campeã e as consequências da emigração para o Império do Brasil, num período compreendido entre 1848 e 1900, procurando analisar-se, a partir das direcções que a emigração portuguesa tomou a partir do século XX.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...

"Há muito tempo que os historiadores sentem necessidade de investigar e compreender o fenómenos das migrações dos povos. Quais as razões que levaram as pessoas a deixar a sua terra, a sua família, as suas raízes para se lançarem num mundo desconhecido, por terras de além-mar? O que é que terá levado estas gentes a tal demanda? Terá sido o espírito aventureiro de um povo o que o lançou nesta aventura, desde o século XV? Será consequência directa de conjunturas políticas, sociais e económicas? Terão sido problemas familiares os que obrigaram estas gentes a procurar essa terras desconhecidas? Quem emigrava? E por que razão? Se estas questões, só por si, nos merecem uma reflexão crítica no sentido da compreensão dos condicionalismos que poderão ter originado tal fluxo, é também importante inserir a emigração no âmbito mais restrito da paróquia e da família. É neste contexto que se pretende situar o presente estudo através dos movimentos migratórios da paróquia de Santo André da Campeã e as consequências da emigração para o Império do Brasil, num período compreendido entre 1848 e 1900, procurando analisar-se, a partir das direcções que a emigração portuguesa tomou a partir do século XX."

Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 144
Editor: Edições Afrontamento
Preço: 12,00€

domingo, 10 de novembro de 2013



 unicepe gramátic


A «Gramática do Português», que se desdobra em três volumes (2 400 páginas), na qual colaboraram 40 especialistas, é uma obra de referência, destinada a um público culto, com nível de instrução média-superior. Nela se descreve o português europeu culto contemporâneo e se inclui informação sobre variedades regionais portuguesas e sobre o português do Brasil, de Angola e de Moçambique, assim como sobre as origens e evolução da língua.
A obra vem sendo preparada desde há 13 anos. Os dois primeiros volumes foram apresentados no passado dia 28 de Outubro na Fundação Calouste Gulbenkian, por Manuel Carmelo Rosa, Eduardo Paiva Raposo, Maria Fernanda Bacelar do Nascimento e Viriato Soromenho-Marques. O terceiro está previsto para 2016.

Comissão Organizadora

Eduardo Buzaglo Paiva Raposo
Maria Fernanda Bacelar do Nascimento
Maria Antónia Coelho da Mota
Luísa Seguro
Amália Mendes 


O PVP de cada é de 35€

   
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 1148

Editor: Fundação Calouste Gulbenkian

JoséMariaHermanoBaptista.jpg

sábado, 9 de novembro de 2013

                

“Língua Charra – Regionalismos de Trás-os-Montes e Alto Douro” A. M. Pires Cabral

                                       
                                           Volume I – A-E 568 p. | Volume II – F-Z 606 p.

Depois do nosso Dicionário do Falar de Trás-os-Montes e Alto Douro ter sido a referência durante largos anos na lexicologia transmontana, chega agora às livrarias este trabalho exaustivo de Pires Cabral, que ansiamos poder consultar. 
Felicitações ao autor.
                                                   .Língua charra 1.jpg


Com as suas quase 23.000 entradas (muitas delas desdobrando-se em múltiplas acepções), esta é sem dúvida a mais completa recolha de vocabulário popular transmontano e alto-duriense publicada até hoje.
Língua Charra – Regionalismos de Trás-os-Montes e Alto Douro é, por um lado, um apanhado de todas as obras congéneres a que o autor teve acesso, desde o labor pioneiro dos filólogos da Revista Lusitana, até às compilações em livro de Adamir Dias / Manuela Tender; Jorge Golias / Jorge Lage / João Rocha / Hélder Rodrigues; Jorge Lage; Rui Guimarães; e Vítor Fernando Barros, entre outros, a quem se presta aqui homenagem. Por outro lado, tem uma base sólida na memória e experiência do autor, nascido em meio rural e desde sempre apaixonado pela linguagem popular.
Neste dicionário questiona-se a etimologia, faz-se relacionação intervocabular e adicionam-se elementos e comentários que permitem uma melhor compreensão. Para além disso, ilustram-se os vocábulos com muitas centenas de abonações, retiradas quer de obras literárias, quer do adagiário, cancioneiro, devocionário e romanceiro populares.
Na introdução ao seu Romanceiro, escreveu Almeida Garrett: «Eu reuni, juntei, pus em alguma ordem muitos elementos preciosos. Trabalhadores mais felizes, e sobretudo mais repousados que eu de outras fadigas, virão depois, e emendarão e aperfeiçoarão as minhas tentativas. [...]»

Dizendo-o à nossa maneira: nós trouxemos o pedregulho até aqui. Leve-o mais longe quem possa, saiba e queira. [Da Nota Introdutória]