segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

  
«Imagine-se então o ambiente que se vivia em Portugal naquele Verão de 1526. Foi uma autêntica explosão de cultura bíblica e fé messiânica, um renascer da crença na lei mosaica. Todo o mundo queria ver Reubeni e até padres cristãos faziam questão de o conhecer e beijar-lhe a mão. A ponto de deixar o próprio rei enciumado e levá-lo a pedir a Reubeni que não permitisse tal beija-mão. E não deixa de ser estranho que, num país onde a religião de Moisés se encontrava proibida e de onde a própria língua hebraica fora banida, na Corte de Reubeni se juntasse também o rabi Abraão de Safim e ambos, com outros mais sequazes e seguidores se metessem em celebrações festivas e práticas de judaísmo, certamente com o conhecimento e a tolerância do próprio rei D. João III que, entretanto, diligenciava com o papa a criação do tribunal do Santo Ofício.» Excerto do 1.º capítulo, “Os Marranos de Miranda do Douro à espera do Messias”

sábado, 23 de janeiro de 2016

             
Na economia angolana o sector externo assume uma importância relevante que reflecte a pequena diversificação da produção nacional e que gera uma elevada dependência do sector extractivo, o petrolífero em particular. Em consequência, quer o equilíbrio das contas com o exterior quer do orçamento, são desafios permanentes. Sujeita à volatilidade do mercado internacional e aos condicionalismos decorrentes dos efeitos da guerra civil e de uma nem sempre adequada política económica, o aproveitamento das potencialidades – que existem – em Angola, tem estado bastante condicionado no sentido da promoção do desenvolvimento económico. O livro que ora se apresenta, fruto do trabalho de investigação do autor no âmbito do seu doutoramento, leva-o a reflectir sobre aquela relação no período de 1990-2005 e a apontar caminhos para a correcção dos desequilíbrios externo e interno. [Manuel Ennes Ferreira]

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

                                        

Sinopse:

Rios de Paixão narra a saga de quatro personagens principais e de uma narradora perseguidas pelos espaços enquanto definidores da sua identidade. Vemos a dualidade de lugares a defini-las e entre elas, um rio, vários rios, água que corre para o mar ou o próprio mar a uni-las ou a separá-las. Sempre o movimento e a viagem como pano de fundo, num romance onde os corações estão ocupados pelas muitas pessoas e lugares de onde viemos e para onde todos vamos. Pode a plena consciência da morte dar mais sentido às nossas vidas? Podem os locais da nossa infância perseguir-nos e ao nosso destino? Podem sete dias mudar a nossa vida para sempre?

Ano: 2015
N. páginas: 140
Formato: 23x16
12,00 €