sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

       

Esta Introdução básica à linguística do português, na terceira edição em língua alemã, constitui uma descrição estruturalista fundamental do sistema linguístico do português europeu (língua) que contempla uma descrição histórica (diacronia), uma caracterização enquanto sistema de signos para atividades comunicativas diversas (semiótica), a par de uma abordagem sincrónica, englobando fonética e grafemática, morfologia, sintaxe, lexicologia e lexicografia, bem como questões do foro semântico. O domínio da língua em uso (linguagem) versa a teoria dos atos da fala, o diálogo e a interação linguística. O português configura um diassistema pluricêntrico muito rico, integrando um largo espetro de variedades diatópicas em quase todos os continentes do globo; merecem menção particular os crioulos de base portuguesa.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

          
Neste seu novo livro, a Autora aborda o impacto que a longa guerra da Restauração teve nas terras e nas populações das comarcas de Beja e de Campo de Ourique e de quanto lhes foi exigido, ao longo de vinte e sete anos, em homens, cereais, carros e animais, alojamentos, dinheiro e trabalho, e de como isso contribuiu para a decadência da Província. Relata ainda os eventos bélicos que tiveram como cenário as terras do Baixo Alentejo, onde o conflito se caracterizou por sistemáticas razias e pilhagens, que instalaram o medo, e desmantelaram as estruturas económicas dos povoados. Reflecte igualmente sobre o impacto da guerra no exercício do poder concelhio, que se viu confrontado com novos e difíceis problemas: problemas de natureza defensiva, nomeadamente, no tocante ao levantamento de soldados e às obras de fortificação; dificuldades de gestão financeira, devido à diminuição das receitas; conflitos de jurisdições e aumento da agressividade e da conflitualidade social, potenciada, muitas vezes, pela prepotência dos poderosos. Analisa ainda as mudanças nas atitudes e nos comportamentos pessoais e sociais, nomeadamente, nos comportamentos demográficos das populações do Baixo Alentejo, durante o longo conflito. Com este estudo, a Autora lança uma nova luz sobre um período conturbado da história portuguesa seiscentista, compreendendo-o não a partir dos centros de decisão, mas a partir da periferia onde foram realmente vividos e sentidos os longos anos da guerra.
 — em Alentejo.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

                      livroernesto (1)

SINOPSE

Os amores desencontrados dos irmãos Valentino e Mariana por Esperança e Damião marcam o percurso de toda a obra, desenvolvendo-se a narrativa num amplo espaço geográfico que se estende de Chaves a Lisboa e de Luanda a Paris.
Desde os encontros amorosos na aldeia de Vale do Monte em Barroso passando pelo cosmopolitismo de Paris e pala Luanda efervescente dos anos 60 as personagens deambulam pelo dédalo das suas vidas num tempo histórico concreto constrangidas por perseguições e prisões de que ao longo de duas décadas foram sendo vitimas.
Marca ainda presença o ambiente de delação, as torturas e humilhações vividas nas prisões políticas do Estado Novo, sobretudo nas “Gavetas do Aljube” e em Caxias.
Destaca-se também o ambiente psicológico de um tempo que veio a condicionar por muitas décadas o espirito do português conformado, pequeno avesso à inovação e mudança incapaz de rasgos de afirmação numa pátria secular feita a ferro e fogo pela ousadia dos nossos avoengos.
Uma revelação: arrebatador, sufocante …  foi o que senti na leitura deste magnifico romance. Um livro datado, de espaços  com personagens riquíssimas. Destaco uma personagem aparentemente secundária de nome Ferrão: há muito que não ria com tanto gosto. Absolutamente desconcertante, um cromo à antiga.
Destaco ainda a plasticidade da linguagem entre o rural e o  urbano e todos os acontecimentos marcantes dos anos 60: guerra colonial, contrabando, perseguições políticas, ambiente cultural de Paris.
Um livro a não perder.
Fernando Alves