quarta-feira, 16 de março de 2016
terça-feira, 15 de março de 2016

«Afinal de contas, o maior mistério do homem é o próprio homem. A complexidade do seu ser não se esgota no cogito (como desejava Descartes) pois a sua natureza biológica é também imanente e cognitiva. As suas necessidades biológicas, o seu sistema físico-químico e neurológico (onde se processam reacções como o amor ou o pensamento), as suas contradições, os seus limites, os seus anseios, a sua utopia, as suas conquistas e frustrações fazem dele um ser dialogante consigo mesmo, em que as diversas componentes concorrem para a consolidação do todo, aquilo a que Morin chama de homo complexus. Sá Gué, no fundo, explana-nos esse diálogo entabulado do eu para com o eu, a sistematização interior das leis vitais na complexificação genética do ser e sua relação cognitiva com o mundo sensível e as relações exteriores: dúvidas e perplexidades que povoam o fluxus do hominídeo, que sofre as dores do parto do seu próprio conhecimento, a busca da verdade latente em todo ser humano, recuperando nitidamente a maiêutica socrática.» João Mendes Rosa, in “Prefácio”
domingo, 13 de março de 2016
sábado, 12 de março de 2016

Adolfo Maria, natural de Luanda, é conhecido pela sua participação no combate cultural, político e armado pela independência de Angola e pela democracia nesse país, o que lhe valeu ter sido preso pela polícia política portuguesa, a PIDE, em 1959, e perseguido em 1976, cinco meses depois da independência, pela polícia política do novel estado angolano, a DISA, chefiada por seus antigos companheiros de luta, que o expulsaram do país, em 1979.
No exílio, com Mário Pinto de Andrade e Gentil Viana, fez parte de um Grupo de Reflexão que, durante os anos 80, procurava vias para o fim da guerra civil em Angola.
Após os acordos de paz de Bicesse, voltou a Angola em 1991 e 1992, acompanhando Gentil Viana, autor de um plano de convivência nacional. A guerra civil foi retomada em Outubro de 1992, logo depois da realização das eleições estipuladas pelos referidos acordos. Desde então, Adolfo Maria não mais fez intervenções de carácter político. Todavia continuou a acompanhar atentamente a evolução de Angola, sobre a qual sempre escreveu ou se pronunciou em entrevistas, conferências e colóquios. Em 2006 foi publicado o livro Angola no percurso de um nacionalista – conversas com Adolfo Maria, Edições Afrontamento. Publicou em 2014 Angola – Sonho e Pesadelo, Edições Colibri e o romance Na Terra dos TTR, Edições Colibri. Em 2015 publicou Angola – contributos à reflexão, Edições Colibri. É colaborador permanente do jornal cultural O Chá, de Luanda, e membro do painel de Debate Africano, programa semanal radiofónico da RDP África, também televisionado e transmitido pela RTP África.
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