domingo, 8 de maio de 2016

               

"A selecção das filósofas apresentadas no presente livro não pretende de modo algum ser exaustiva, obedecendo às escolhas das investigadoras no que respeita a filósofas dos séculos XX e XXI. Num próximo volume, pretendemos incluir outros nomes relevantes de filósofas contemporâneas, de modo a contrariar o preconceito (surpreendentemente) ainda vigente de que “não há mulheres filósofas”.
Em termos organizativos, as vinte e seis filósofas serão apresentadas por ordem alfabética, uma vez que a estruturação em termos temáticos, por um lado, não facilitava o equilíbrio da publicação e, por outro, poderia conduzir a uma interpretação enviesada das autoras que foram abordadas através de uma problemática específica mas que, todavia, não esgota o espectro da sua obra, como é o caso de Simone Beauvoir ou de Seyla Benhabib, por exemplo."




quinta-feira, 5 de maio de 2016

      
A escrita policial de Fernando Pessoa ocupa um importante lugar na sua obra, pela atenção que o autor lhe dedicou durante décadas, lendo, teorizando e escrevendo. O interesse por este popular género literário manifestou-se cedo, ainda na fase da sua vida em que o inglês era a língua de escrita preferida, com a criação de Tales of a Reasoner, o conjunto dos casos do Ex-Sargeant Byng. Mais tarde, já em português, Pessoa criou o raciocinador Abílio Fernandes Quaresma, cujos casos formam o conjunto com o título Quaresma, Decifrador. O presente ensaio analisa a especificidade do conceito de policial desenvolvido, centrado em Quaresma, uma figura talhada como personalidade literária. Observa ainda a área ficcional da obra de Fernando Pessoa e todo o edifício literário construído em torno do policial.