quarta-feira, 5 de abril de 2017

Foto de Âncora Editora.
   

       Foto de Edições Colibri.
É com o maior gosto que as Edições Colibri apresentam a obra "Concelho de Tondela - Heráldica, História e Património" da autoria de Luís Ferros, Manuel Ferros e Rui do Amaral Leitão.

Trata-se de um estudo exaustivo do património heráldico do Concelho de Tondela abrangendo 55 fichas, em cada uma delas se estudando um ou mais peças heráldicas, sua envolvente patrimonial e natural e a genealogia das famílias a esse património afetas. Distribuídas pelas 26 antigas freguesias do concelho e referenciadas por GPS para futuro
conhecimento, permitem uma panorâmica global e detalhada, até hoje inexistente, da identidade histórica e cultural do concelho.
Indispensável portanto nas bibliotecas de todos os tondelenses
e de todos os cultores da História e das suas ciências auxiliares.
Os autores são sobejamente conhecidos pelas publicações
que têm produzido nos domínios da Heráldica, Genealogia
e História e são uma garantia de qualidade científica e histórica
desta publicação.
O livro terá uma edição limitada de 1.000 exemplares. Com
408 páginas, impresso a cores, com 233 fotografias, antigas
e contemporâneas e um formato 17x24.

Confira o índice do livro ---> goo.gl/10oSZj
Confira o site da Colibri ---> goo.gl/YKY7Y2

Em breve daremos mais notícias.
Até breve!
 — com Heráldica Portuguesa,Genealogia Transmontana GeneaTransmontanaA arte da HeráldicaHeráldica & GenealogiaInstituto de Historia y Heráldica FamiliarHeráldica,Geneologia e Heraldica de Apellidos.


domingo, 2 de abril de 2017



        Foto de Traga-Mundos - livros e vinhos, coisas e loisas do Douro.

Obra dividida em duas partes: I Parte — As Margens Sacralizadas do Douro Através de Vários Cultos: A Mitologia da Água; O Poder Oracular da Água; Dois Santuários do Douro, Cachão da Rapa e Pala Pinta; O Sol e a Serpente; A Vinha e os Cultos Mistéricos; O Xamã nas Margens do Côa e Douro; E o Ermita; As Núpcias da Terra e do Céu; Uma Reintegração Realizada; História e Trans-História; Totem, Tribo e Genealogia; O Primeiro Santuário Português do Douro; E a Primeira e Última Cidade do Douro; A Fronteira; As Muralhas. II Parte — À Irmã Galiza, com Saudades: A Lua e a Serpente; E Duas Fatais Heranças; Os Filhos da Deusa Lusina; Uma Filosofia Situada; Arqueologia e Filosofia Portuguesas; A Saudade na Filosofia Galaico-Portuguesa.


"[...] a saudade vence a irreversibilidade do tempo e a distância do espaço, efectua a síntese, ou mais a união do espaço e do tempo, anulando sua aparente diferença e desunião: e anulando-os finalmente como forças terrenas. Se quisermos apontar na espiritualidade mundial outro princípio semelhante e inserto numa dada filosofia, lembremos o ioga na filosofia indiana. A saudade é, tal o ioga, na sua vera tradução, união. E ambos como dimensões específicas de duas grandes espiritualidades mundiais; situadas, uma num extremo atlântico da Europa, outra no centro da Ásia. E duas formas diferentes que tomou o mito da reintegração, o que está primordialmente na saudade e no ioga. E ambos como disciplinas de ascese, visando a perfeição do ser e estar no mundo, num estado de consciência superior. [...] Mas, notável diferença, a saudade, pelo homem português, levou esse princípio à sua manifestação na História pela Descoberta da terra e do céu. Embora haja também no ioga esta dimensão cósmica, ela não se projectou num acto histórico realizado efectivamente na realidade. Na introversão da alma indiana e não-vontade de intervenção no mundo alheio, mas voluntariamente limitando-se sobre si, não houve essa outra projecção no plano histórico, tal como a nação portuguesa; uma concepção espiritual traduzida extrovertidamente num feito à medida universal, abrindo novo ciclo, a Idade Moderna." Dalila Pereira da Costa, p.101)

sexta-feira, 31 de março de 2017

NOVIDADES DA GALIZA

   

                                   Foto de Traga-Mundos - livros e vinhos, coisas e loisas do Douro.

Con 82 anos de idade, Manuela Cortizo Medal acumula unha intensa experiencia como cantareira. Agora, da man de Inquedanzas Sonoras, ve a luz Cantareira de Barro de Arén, un libro-CD-DVD que recolle un estudo sobre a súa figura da man de Xosé Lois Foxo. Cantos de ronda, xotas, muiñeiras, mazurcas, cantos de oficios e romances danse cita nun disco que amosa preto de oitenta pezas interpretadas por Cortizo unicamente coa súa voz e a pandeireta. Sobre a mesma cantareira xa publicara Calros Solla unha compilación de máis de mil coplas co título de “Cantares de Manuela de Barro”.
«A Terra de Montes é unha das reservas naturais do folclore galego e Manuela Cortizo Medal -coñecida como Manuela de Arén- é un dos máximos expoñentes da tradición que esmorece. Para preservar para a posteridades toda esa riqueza galega por vía oral, o músico ourensán Xosé Lois Foxo acodeu a Manuela Cortizo e fixo unha meticulosa labor de recollida que verá a luz nuns meses nunha obra que incluirá tres formatos: libro, cedé e deuvedé.
Segundo explicou o promotor da iniciativa e director da Real Banda de Gaitas de Ourense, a obra reúne un cento de cantigas ou composicións musicadas e preto dun milleiro de coplas, tanto en galego como en castelán. As coplas son composicións de catro versos, moitas veces de creación propia. Manuela de Arén garda na súa memoria prodixiosa case un milleiro que abarcan moitos dos xéneros da música popular. Hai romances, cantares de seitura, cantares de arrieiro, de cregos, de Nadal, de Reis ou de Antroido. Entre eles figura algún singular, coma o Cantar do alfareiro que Manuela interpretou o sábado pasado no acto de recollida da Medalla do Gaiteiro que este ano lle concedeu a organización da festa soutelana.
Algunhas das coplas están moi vencelladas á comarca. Unha delas está dedicada, precisamente, ó mítico Gaiteiro de Soutelo, Avelino Cachafeiro.
A obra será editada pola Deputación de Ourense baixo o título A cantareira de Barro de Arén, Manuela Cortizo Medal. Aínda non hai data para a presentación, pero Xosé Lois Foxo espera poder levala a cabo antes de que remate o ano. O disco, duns oitenta minutos, recolle en torno a un centro de pezas nas que Manuela canta e toca a pandeireta. Sen máis adornos.
Foxo ten bautizado a Manuela de Arén como «a cantareira maior de Galicia». Non é pola idade -aínda que Manuela leva dando guerra desde 1930- senón polas súas cualidades como cantareira. «Te un estilo moi identificable e conserva todo o sabor do pasado», explica o músico. «É das poucas persoas que mantén a gracia de antes. Co tempo deuse un cambio na expresión do canto, pero ela conserva o sabor do pasado, ó contrario que outras cantareiras que xa están moi mediatizadas», comenta Foxo.
Segundo Xosé Lois Foxo, Manuela tén unha forma melismática de cantar difícil de reflexar nos pentagramas. «Moitas veces, para transcribir a súa música vémonos obrigados a prescindir do pentagrama porque temos problemas para reflexar nel os melismas ou fluctuacións do canto. Tén o típico ornamento dos cantares de seitura, as inflexións sobre a mesma vocal», explica.» Rocío García, “La Voz de Galicia”
Foto de Âncora Editora.