domingo, 19 de janeiro de 2014

O meu romance de ficção "Inferno no Vaticano" estará nas bancas na próxima quarta-feira, dia 22.
 Aproveito para convidar os meus amigos para o lançamento do livro. Espero o vosso apoio. Obrigado.

Tempos de Mudança nos Territórios de Baixa Intensidade – As Dinâmicas em Trás-os-Montes e Alto Douro

Esta tese reflecte os processos territoriais, sociais e económicos que atravessam as áreas de baixa densidade, procurando percepcionar a diversidade dos territórios rurais e os processos de transformação e recomposição territorial. 

A abordagem empírica é efectuada sobre Trás-os-Montes e Alto Douro. O trabalho encontra-se em três capítulos: "Tipologias e Dinâmicas nos Territórios de Baixa Densidade"; "Dinâmicas e Tipologias Territoriais em Trás-os-Montes e Alto Douro"; "Memórias, reinvenções e instituições em Trás-os-Montes e Alto Douro".

Tese de Doutoramento em Geografia – Ramo de Geografia Humana, Faculdade de Letras, Universidade do Porto, 2010

                                   Foto: “Tempos de Mudança nos Territórios de Baixa Intensidade – As Dinâmicas em Trás-os-Montes e Alto Douro” de Nuno Miguel Fernandes Azevedo

Esta tese reflecte os processos territoriais, sociais e económicos que atravessam as áreas de baixa densidade, procurando percepcionar a diversidade dos territórios rurais e os processos de transformação e recomposição territorial. 

A abordagem empírica é efectuada sobre Trás-os-Montes e Alto Douro. O trabalho encontra-se em três capítulos: "Tipologias e Dinâmicas nos Territórios de Baixa Densidade"; "Dinâmicas e Tipologias Territoriais em Trás-os-Montes e Alto Douro"; "Memórias, reinvenções e instituições em Trás-os-Montes e Alto Douro".

Tese de Doutoramento em Geografia – Ramo de Geografia Humana, Faculdade de Letras, Universidade do Porto, 2010

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também os títulos: “O Rural Plural – olhar o presente, imaginar o futuro” de Elisabete Figueiredo (Coordenação Geral), “O Leito e as Margens – Estratégias familiares de renovação e situações liminares em seis aldeias do Alto Trás-os-Montes raiano (1880-1988)” de Paula Godinho, “Resistir e Adaptar-se – Constrangimentos e estratégias camponesas  no Noroeste de Portugal” de Manuel Carlos Silva, “Trabalho Cooperativo Em Duas Aldeias de Trás-os-Montes” de José Portela, “Ir a Voltar – Sociologia de uma Colectividade Local do Noroeste Português (1977-2007)” de José Madureira Pinto, João Queirós (Orgs.), “Vida na Raia – Prostituição feminina em regiões de fronteira” de Manuela Ribeira, Manuel Carlos Silva, Johanna Schouten, Fernando B. Ribeiro, Octávio Sacramento, “Mundo Rural – Transformação e Resistência na Península Ibérica (Século XX)” coordenação de Dulce Freire, Inês Fonseca, Paula Godinho, “Etnografia e Intervenção Social – por uma praxis reflexiva” de Pedro Gabriel Silva, Octávio Sacramento, José Portela (coordenação)]

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

 

Primeira tradução para Língua Portuguesa da obra Kalevala

 Primeira tradução direta e integral para Língua Portuguesa da obra Kalevala, o poema épico da Finlândia

Cerimónia de lançamento dia 22 de abril, pelas 18:00, na sede do Camões IP
 A primeira tradução portuguesa feita diretamente do original da obra Kalevala, o poema épico da Finlândia escrito no século XIX por Elias Lönnrot, será apresentada em Lisboa na próxima segunda-feira, 22 de abril de 2013, pelas 18:00, na sede do Camões, IP (Av. da Liberdade, 270), numa cerimónia que contará com a presença de uma das tradutoras, Ana Isabel Soares.
Folclorista, filólogo e médico, Lönnrot (1802-1884) escreveu o livro que viria ser considerado o texto épico da nacionalidade finlandesa na sequência de uma criteriosa recolha de cantigas da tradição oral que fez na região da Carélia, zona atualmente dividida entre a Finlândia e a Rússia.
O seu desejo era construir e dar a conhecer uma epopeia nacional tão grandiosa quanto eram a Odisseia, o ciclo germânico dos Nibelungos ou Os Lusíadas. Pretendia, no fundo, servir a ideia de uma nação finlandesa, que continuava a ser um território gerido alternadamente por governos suecos e russos. O texto teve três versões e a última, de 1849, veio a ser considerada definitiva.
Constituído por 50 cantos, o épico Kalevala é ainda hoje utilizado em todo o mundo como documento de base ao estudo da literatura e da cultura da Finlândia. Do património tradicional recolhido por Lönnrot constam fábulas, baladas, poemas líricos e épicos, esconjuros, cosmogonias, rituais, invocações pagãs e cantos fúnebres.
A edição agora apresentada, com a chancela da editora D. Quixote, é enriquecida com ilustrações, muitas a cores, do pintor Rogério Ribeiro (1930-2008). Consiste num volume de 600 páginas que reflete um complexo e exigente trabalho de minúcia linguística, atestado por mais de 300 notas explicativas.
Além das dificuldades gramaticais e lexicais decorrentes do funcionamento de dois idiomas com origens muito distintas, o finlandês e o português, a tradução de Kalevala requereu consultas especializadas de botânicos, zoólogos, geólogos e etnógrafos, na busca do vocabulário apropriado para referir elementos da fauna e da flora.
Mais de 150 anos após a edição original, Ana Isabel Soares e Merja de Mattos-Parreira assinam em conjunto a primeira tradução direta e integral do épico Kalevala em língua portuguesa. Do ponto de vista textual, o seu objetivo foi fazer justiça ao ritmo, à prosódia e à riqueza lexical que universalmente caracterizam a obra-prima de Elias Lönnrot.
Ana Isabel Soares é doutorada e pós-doutorada em Teoria da Literatura. Merja de Mattos-Parreira, falante nativa de finlandês, é doutorada em Linguística Inglesa. As duas são professoras na Universidade do Algarve.
A presente edição é dada à estampa com o apoio da Kalevala Society e do Finnish Literature Exchange (FILI), e ainda com o patrocínio da Fundação Juminkeko, cujo trabalho se centra no conhecimento, interpretação e divulgação do Kalevala. A obra tem um preço de capa de 30 euros.

O Camões - Instituto da Cooperação e da Língua (Camões, I.P.) é um instituto público tutelado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) que tem por missão propor e executar a política de cooperação portuguesa e a política de ensino e divulgação da língua e cultura portuguesas no estrangeiro.

Lisboa, 17 de abril de 2013


Gabinete de Documentação e Comunicação
imprensa@camoes.mne.pt
Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, IPMinistério dos Negócios EstrangeirosRua Rodrigues Sampaio, nº3 – R/cº1250-147 Lisboa - PortugalTel.: +351 21 317 6718  | 21 317 6737https://www.instituto-camoes.pt

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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

GEIA n.º 3 – Revista da Tertúlia de João de Araújo Correia

  Excerto da comunicação de José Braga-Amaral no III Fórum que pode ser lida, na íntegra, na revista GEIA 3.

“ Valerá a pena reflectirmos, então, e desde logo, sobre as razões que levaram João de Araújo Correia a optar pela sua condição de escritor eremita, parecendo querer estar longe do mundo dos homens. Por muitas conclusões que se possam tentar extrair da sua obra publicada, é na sua correspondência emitida, no seu pendor confessional, que o próprio escritor nos esclarece e dá a resposta.
Para além da sua ligação afectiva, diria embrionária, à sua terra, ao seu rio e à sua região, plasmada em toda a sua obra, bem como, o seu constante impulso de cidadania, do defensor do património e inquietação para com o desenvolvimento inexistente e a baixa condição cultural das gentes da sua terra, recorrente ao longo de toda a sua correspondência; para além de tudo isto, João de Araújo Correia explica-se em duas cartas.
Em carta enviada ao director do semanário “Ala Arriba” da Póvoa de Varzim, em 1969, escreve o nosso autor: «Sem prejuízo das minhas crenças políticas, sou hoje um eremita confinado à prática de apagadas letras. Depois de certos acontecimentos, que foram para mim grandes desilusões, morri para a política militante. Por amor à República e à Liberdade, arrisquei a vida quando a tinha na mão para sacrificar. Hoje, só o amor à Pátria me obrigará a sair do meu eremitério. É-me tão útil este isolamento que me permite julgar, com absoluta isenção, os homens e as coisas.»
Em carta a Fernando Namora, em 1972, escreve: «Tomara eu que as minhas pobres letras se expandissem pelo mundo todo. Mas, com este meu feitio, próprio de selvagem, metido num buraco, sou incapaz de dar um passo fora do meu âmbito para me tornar conhecido fora do meu país. Quem quer que me descubra me encontrará para qualquer espécie de leal convívio sem eu abdicar da minha casmurrice.»
Mas, João de Araújo Correia nem por isso esteve longe dos homens, dos acontecimentos, do país e do mundo. Por isso se tornou num epistológrafo compulsivo, num leitor de notícias de Portugal e da Europa, num leitor selectivo, abrangente e enciclopédico, satisfazendo a sua sede de conhecimento e de actividade constante em cada tempo do seu tempo.







                                   Foto: “GEIA” n.º 3 – Revista da Tertúlia de João de Araújo Correia

Excerto da comunicação de José Braga-Amaral no III Fórum que pode ser lida, na íntegra, na revista GEIA 3.

“ Valerá a pena reflectirmos, então, e desde logo, sobre as razões que levaram João de Araújo Correia a optar pela sua condição de escritor eremita, parecendo querer estar longe do mundo dos homens. Por muitas conclusões que se possam tentar extrair da sua obra publicada, é na sua correspondência emitida, no seu pendor confessional, que o próprio escritor nos esclarece e dá a resposta.
Para além da sua ligação afectiva, diria embrionária, à sua terra, ao seu rio e à sua região, plasmada em toda a sua obra, bem como, o seu constante impulso de cidadania, do defensor do património e inquietação para com o desenvolvimento inexistente e a baixa condição cultural das gentes da sua terra, recorrente ao longo de toda a sua correspondência; para além de tudo isto, João de Araújo Correia explica-se em duas cartas.
Em carta enviada ao director do semanário “Ala Arriba” da Póvoa de Varzim, em 1969, escreve o nosso autor: «Sem prejuízo das minhas crenças políticas, sou hoje um eremita confinado à prática de apagadas letras. Depois de certos acontecimentos, que foram para mim grandes desilusões, morri para a política militante. Por amor à República e à Liberdade, arrisquei a vida quando a tinha na mão para sacrificar. Hoje, só o amor à Pátria me obrigará a sair do meu eremitério. É-me tão útil este isolamento que me permite julgar, com absoluta isenção, os homens e as coisas.»
Em carta a Fernando Namora, em 1972, escreve: «Tomara eu que as minhas pobres letras se expandissem pelo mundo todo. Mas, com este meu feitio, próprio de selvagem, metido num buraco, sou incapaz de dar um passo fora do meu âmbito para me tornar conhecido fora do meu país. Quem quer que me descubra me encontrará para qualquer espécie de leal convívio sem eu abdicar da minha casmurrice.»
Mas, João de Araújo Correia nem por isso esteve longe dos homens, dos acontecimentos, do país e do mundo. Por isso se tornou num epistológrafo compulsivo, num leitor de notícias de Portugal e da Europa, num leitor selectivo, abrangente e enciclopédico, satisfazendo a sua sede de conhecimento e de actividade constante em cada tempo do seu tempo.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também os títulos: “Palavras Fora da Boca”, “Caminho de Consortes”, “Nuvens Singulares”, “Lira Familiar”, “Pátria Pequena”, “Pontos Finais”, “Nova Freguesia”, “Contos e Novelas I (Contos Bárbaros, Contos Durienses, Terra Ingrata)”, “Contos e Novelas II (Cinza do Lar, Casa Paterna, Caminho de Consortes, Folhas de Xisto)”, “Sem Método – notas sertanejas” e “O Porto do meu tempo”. “O Homem do Douro nos contos de João de Araújo Correia” de Altino Moreira Cardoso e “à conversa com João de Araújo Correia” de José Braga-Amaral. Letras Com Vida – literatura, cultura e arte, n.º 2, 2.º semestre de 2010 dossiê escritor “João de Araújo Correia” coordenação de António José Borges. Revista “Geia” n.º1 (Dezembro 2009) e n.º 2 (Dezembro 2011), edição da Tertúlia de João de Araújo Correia – recordamos que também disponibilizamos a ficha de adesão à Tertúlia de João de Araújo Correia]
             


 Lançamento do livro «O meu livrinho do Coração» do Professor Fernando de Pádua e da Professora Luciana Graça com ilustrações de Sofia Travassos Diogo no dia 15 de Janeiro às 18:30 no Restaurante (7 piso) do El Corte Inglés!

                     Foto de Âmbito Cultural - Lisboa.