http://www.edi-colibri.pt/Detalhes.aspx?ItemID=1690 |
Autoria: Lucinda Aranha Antunes
Colecção: Tribuna Livre - Poesia e Prosa
Edições Colibri
7,50 € Sinopse:Glosando as histórias que preencheram o imaginário da sua infância, a narradora de "No Reino dos Orelhas de Burro" entrelaça e vai cerzindo, num estilo enxuto e directo, as suas memórias com as de familiares, de amigos ou simples conhecidos, dos velhos tempos de Cabo Verde e da Guiné, da sua vivência como professora do ensino secundário. * * * Uma após outra, as histórias que nos conta surpreendem e deixam-nos perplexos pela ténue diferença que separa humanos e animais. E, nesse sentido, constitui um vigoroso manifesto em defesa dos animais que, numa forma algo ingénua mas certeira, questiona a suposta superioridade desse predador que é o Homem.Detalhes:Ano: 2012Capa: capa mole Tipo: Livro N. páginas: 106 Formato: 21x15 |
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
No Reino das Orelhas de Burro
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
"Os Isidros, a epopeia de uma família de cristãos-novos de Torre de Moncorvo"
Os Isidros, a epopeia de uma família de cristãos-novos de Torre de Moncorvo, de Maria Fernanda Guimarães e António Júlio Andrade
É uma obra de investigação histórica, na qual os autores seguem esta família ao longo de várias gerações, praticamente ao longo da Inquisição. É uma família que tem origem em Torre de Moncorvo mas que, pelo seu dinamismo e empreendedorismo, alguns dos seus descendentes acabam por se destacar no contexto social da época, mesmo em período de perseguição. Muitos deles estiveram presos nos cárceres da Inquisição e acabaram por deixar marcas fortes do marranismo ao longo das suas existências.
Em língua castelha, um autor anónimo, à época residente em Madrid, deixou registadas em um pequeno caderno, entre outras, as seguintes notas:
* 22 de Agosto de 1654 – Ninguém mais confia nos banqueiros portugueses. Estão falidos e fogem da Inquisição. Asseguram-me que, depois do auto-de-fé de Cuenca, mais de 200 famílias fugiram durante a noite. Isso é o que o medo pode fazer.
* 18 de Setembro de 1654 – Desde sábado último, a Inquisição prendeu em Madrid 17 famílias portugueses… Diz-se com muita certeza que não há um português com elevada categoria que não seja cripto-judeu.
* 17 de Maio de 1655 – Em Sevilha, no começo de Abril, quatro ricos mercadores portugueses foram presos pela Inquisição.
* 29 de Maio de 1655 – Os ricos irmãos Cardoso que geriam os impostos de várias províncias, fugiram porque um chantagista ameaçara depor afirmando que eles eram judaizantes, a menos que pagassem pelo seu silêncio. Face à impossibilidade de terem que provar tratar-se de falso testemunho, preferiram fugir ao castigo a permanecer na prisão até que se restabelecesse a verdade.
* 22 de Julho de 1655 – Os Cardoso fugiram para Amesterdão, levando consigo 200 000 ducados em lãs e 250 000 em ouro. Diz-se que foram fugidos à inquisição. Eles procuram uma terra para viver em liberdade.
O texto é bem elucidativo e leva-nos à casa comercial de Don Juan Rodriguez Cardoso – como todos o tratavam e ele gostava que se dissesse – e à sua residência de Mósteles, nos arredores de Madrid. E ele e sua mulher, Maria Henriques, terão nessa altura partido para Bayonne. Tê-los-ão acompanhado outros familiares, entre os quais o filho mais velho, Manuel Rodrigues Cardoso, nascido em Torre de Moncorvo em 1625 e que casara com sua prima co-irmã, Maria de la Peña, como atrás se disse.
Elucidativa é também a seguinte denúncia então chegada à Inquisição espanhola:
- Disse que este (D. Juan R. Cardoso) também era muito bom biscainho e muito observante da lei do Todo Poderoso Deus de Israel e que estava retirado em Mósteles e que era muito astuto porque se por acaso diziam algo contra ele na Inquisição, tinha consigo Don Fulano Belásquez, cavaleiro da ordem de Santiago e que havia sido cavaleiro do Condestável de Castela, para que este senhor servisse de defesa, ao qual pagava a renda para que informasse que não era judeu.
Mas nem toda a família Isidro abandonou Castela e na casa de Mósteles ficaria um outro filho de Don Juan, o Luís Marques Cardoso que já vimos em Sevilha, casado com sua prima Aldonça Cardoso Velasco. Dele falaremos no capítulo seguinte. Agora vamos apenas contar um episódio protagonizado por sua mulher e que mostra bem como os cristãos-novos viviam em permanente clima de medo e sujeitos a contínuos actos de chantagem.
Encontrava-se D. Aldonça, em certa ocasião, numa rua de Madrid, em um aparatoso coche, bem ataviada, com um gibão de veludo verde, quando se aproximaram quatro mulheres embuçadas e se lhe dirigiram nos seguintes termos:
- Melhor te ficaria o sambenito que te puseram na Inquisição do que esse gibão de veludo. Nós sabemos quem tu és e podíamos denunciar-te.
Guerrilheiros Antifranquistas em Trás-os-Montes
Guerrilheiros Antifranquistas em Trás-os-Montes , de Bento da Cruz
http://www.ancora-editora.pt/index1.htm
http://www.ancora-editora.pt/index1.htm
Preço de capa€16,00 (com IVA) Número de páginas232
Formato150 x 230 mm Código14010ISBN972 780 156 0Edição2.ª ed. -Abril de 2005 | De 1936 a 1946, as pacatas aldeias transmontanas mais chegadas à raia foram invadidas por espanhóis. Não em pé de guerra, bem entendido. Mas metaforicamente invadidas. Primeiro, pelos refugiados. Depois pelos guerrilheiros. Uns e outros deram azo a acontecimentos que, à força de passarem de boca em boca, se tornaram lendários. Isso mesmo. O Juan, é um mito. O Garcia, para lá caminha. O Pinto, um anti-herói. O Pereira, o bode expiatório. O Nacho, o vilão da fita. O cerco da Guarda Nacional Republicana ao Cambedo, a batalha. Os que passaram pela PIDE, pela cadeia, pelo Tribunal Militar e pelo Plenário, os mártires. Foi criada, ultimamente, em Espanha, a Asociación para a Recuperación da Memoria Histórica que se tem dedicado a exumar valas comuns de patriotas assassinados pelo franquismo. Este livro é isso mesmo. Uma comovida e apaixon | ||
domingo, 16 de dezembro de 2012
Natal no Algarve - Raízes Medievais
Natal no Algarve
Raízes Medievais
Autoria: P.e José da Cunha Duarte
Um livro muito interessante e adequado à época natalícia, resultante de uma investigação meticulosa.
Sinopse:
O Autor do livro, ao longo de vinte anos, percorreu o Algarve de lés a lés e recolheu tradições natalícias, cantares da novena, do presépio, das almas, das janeiras, dos martírios do Senhor e dos reis. Recolheu também os cantares dos grupos charoleiros, joldras e grupos janeireiros, que todos os anos surgem durante a quadra natalícia na região algarvia. Um tesouro que testemunha a riqueza inestimável de uma herança transmitida de geração em geração e uma recolha inédita que muito valoriza o nosso património cultural.Detalhes:
Ano: 2001Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 550
Formato: 19,5x28,5
32,00 €
sábado, 15 de dezembro de 2012
AONDE FOI O VENTO...?
AONDE FOI O VENTO...?, de Veríssimo Ramos
Mais um ilustre escritor carviçaleiro: um poeta emérito, com quem compartilhámos algumas lutas e alguns ideais, professor de Francês.
A sua poesia emana da terra que o viu nascer, esta força telúrica carregada do futuro que o presente teimosamente pretende adiar, e insinua-se de mansinho nas nossas mais pueris recordações. Aqui têm lugar os nossos sonhos de felicidade individual e coletiva.
Um livro poético, prenhe de lirismo e de realismo estonteante, que nos encanta e nos chama à participação consciente da transformação dos sujeitos e do meio envolvente.
Edição do autor
Pedidos ao autor para: Praça da Igreja, 28 5160 - 000 Carviçais
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