sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

RETRATOS DE GENTE EM PROCISSÃO, Aragonez Marques


DIAS 12 e 13 NA ESCOLA OFICIAL DE IDIOMAS DE CÁCERES, O AUTOR E O SEU NOVO LIVRO À DISPOSIÇÃO DE PROFESSORES E ALUNOS



Sinopse:

António Salvador regressa à sua cidade de infância vinte e cinco anos depois de a ter deixado. Na Procissão dos Passos, igual à última que viu antes de partir e onde nada mudou, desde os andores, ao percurso, vê passar personagens da sua meninice, completamente mudadas, mais velhas, gordas, cabeças brancas ou sem cabelo, netos pendurados dos dedos. Entre o que esperava encontrar e encontrou, deu origem a um regresso ao passado, num esforço de memória entre a surpresa, a saudade e o humor. Uma história onde o leitor é levado a percorrer um sinuoso mergulho no passado, com respiros de tona de água no presente, mas onde descobre que gentes, coisas e lugares, foram comuns à existência de uma geração. Trata-se de Portalegre, como poderia ser outra qualquer povoação deste Portugal, onde a aprendizagem no obscurantismo, fez de nós mestres de engenho



UM LIVRO QUE VALE A PENA TER
Está esgotado, mas esperamos que haja uma reedição
http://www.edi-colibri.pt/Detalhes.aspx?ItemID=426



Sinopse:
A alcunha é apanágio da aldeia. Está dito e redito que a vida urbana fomenta relações impessoais, destrói os laços do parentesco, pulveriza os elos tradicionais, reduz as relações de vizinhança, esvazia o compadrio. No Alentejo, os grandes centros populacionais não deixam de ser aglomerados rurais, posto de parte o critério demográfico e tendo em linha de conta hábitos, tradições, costumes, modos de vida, fluxos migratórios internos, etc. É natural, pois, que o «mau-nome» circule como verdadeira instituição sócio-cultural.


Detalhes:

Editor: Edições Colibri
Ano: 2002
Capa: capa dura
Tipo: Livro
N. páginas: 608
Formato: 17x24



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012


A LOBA E O ROUXINOL, Pires Cabral






O romance A Loba e o Rouxinol tem por cenário o mundo fechado de uma pequena vila transmontana, nos anos 60 do século passado. A história é contada na primeira pessoa por um filho da personagem central, após a morte deste. Trata-se de um comerciante à moda antiga, hirto numa certa concepção de dignidade profissional e incapaz de se modernizar, o que leva a loja a uma progressiva decadência. Para além disso, desenvolveu um processo psicopático de identificação com a casa onde vivia com a família e da qual foi forçado a
mudar-se. Repercutem, nesta história e neste cenário, diversas referências fundamentais que fizeram a história dos anos 60 em Portugal, como a emigração, a guerra colonial, a ditadura e a consequente dialéctica situação/oposição, filtrado tudo pela visão conservadora e provinciana da vilória, que o narrador, estudante em Coimbra durante a crise académica de 62, procura pôr a nu.


Editor: Âncora Editora
http://www.ancora-editora.pt/index1.htm
Preço de capa€13,00 (com IVA) Número de páginas213
Formato140 x 230 mm
Código16012ISBN972 780 132 3

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A aldeia de Carviçais (Torre de Moncorvo) como pano de fundo




Sinopse
Em Trás-os-Montes «vivem» quatro crianças, no coração de uma aldeia com duas igrejas, dois cemitérios, duas estações ferroviárias e um comboio a vapor que faz a sua última viagem. Numa zona de fronteira situam-se as hortas, as devesas, os lameiros e os palheiros onde o gado passa a noite. As crianças, com demasiado tempo livre depois das aulas, ficam na rua até ao anoitecer e as sombras ocupam-lhes os pensamentos. Nessa altura, as distracções dos adultos tomam a forma de desejos perigosos. É então que podem ser tentadas a ultrapassar a imitação e pretender consumar actos de adulto, como conduzir um automóvel, fumar um cigarro, aceder à literatura para adultos, atear um incêndio ou realizar um funeral. De leitura apaixonante, este é um romance surpreendente que conjuga de forma magistral a ruralidade, os anseios íntimos e aquilo que de universal existe na alma humana. Uma verdadeira grande revelação.
Trás-os-Montes
Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís 2011
Colecção: Gradiva

Ano de edição: 2012
ISBN: 978-898-616-478-2
Capa: Brochado (capa mole)
12 €
10,80 €
TEMPO DE FOGO, de Amadeu Ferreira
http://www.ancora-editora.pt/index1.htm




A ação desenrola-se no concelho de Miranda do Douro, tendo Sendim como espaço privilegiado.
Um frade homossexual é queimado às ordens do Tribunal da Inquisição, condenado por breves amores de juventude na universitária Salamanca dos fins do século XVI. Através de personagens reais, perseguidos pela Inquisição, é passado em revista o ambiente sufocante do país nos anos vinte do século XVII, tomando como paradigma várias vilas e aldeias do planalto mirandês, habitadas por importantes comunidades de cristãos-novos que atravessam a fronteira conforme de onde se acendem os fogos da Inquisição. Aí, o ambiente de denúncia, a ameaça de prisão, a dissolução de costumes do clero, as perseguições permanentes, tornam o amor numa utopia e as relações entre pessoas num inferno, deixando marcas profundas que se prolongam até aos nossos dias.
A língua aparece como um modo de curar, mas também como castigo, quase uma maldição, pressentindo-se as dificuldades no confronto das línguas presentes: o português, o castelhano e o leonês/mirandês.
Três séculos depois, um professor primário resgata um manuscrito onde aquele frade tentou escrever, na prisão, um tratado das artes de curar pela fala, fazendo comentários relativos à sua prática e continuando a questionar-se sobre o sentido da vida e o problema de Deus.
De modo sereno e inovador são abordadas questões que sempre preocuparam o homem, como o amor e o sexo, o bem e o mal, a liberdade, a religião, o viver em comunidade, através de uma época de fundamentalismos, de que ainda não nos livrámos e que não podemos esquecer.

Editor: Âncora Editora
Preço de capa€16,00Número de páginas220
Formato150 mm x 230 mm
Código16031ISBN978 972 780 320