sábado, 15 de dezembro de 2012

AONDE FOI O VENTO...?


AONDE FOI O VENTO...?, de Veríssimo Ramos

Mais um ilustre escritor carviçaleiro: um poeta emérito, com quem compartilhámos algumas lutas e alguns ideais, professor de Francês.
A sua poesia emana da terra que o viu nascer, esta força telúrica carregada do futuro que o presente teimosamente pretende adiar, e insinua-se de mansinho nas nossas mais pueris recordações. Aqui têm lugar os nossos sonhos de felicidade individual e coletiva.
Um livro poético, prenhe de lirismo e de realismo estonteante, que nos encanta e nos chama à participação consciente da transformação dos sujeitos e do meio envolvente.

Edição do autor

Pedidos ao autor para: Praça da Igreja, 28             5160 - 000   Carviçais


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

MALHADA VELHA, de Maria Margarida Gama de Oliveira

O trabalho da autora serviu de dissertação de licenciatura em Filologia Românica, na Faculdade de Letras de Lisboa. É um precioso estudo etnográfico e linguístico sobre Malhada Velha (um lugar na serra do concelho de Penela), que em boa hora a autarquia penelense decidiu publicar.




Outros trabalhos desta índole estão nos arquivos "mortos" das faculdades de letras de Lisboa, Porto e Coimbra à espera que outras Câmaras lhes deem a merecida divulgação.


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Mais um escritor de Carviçais (Torre de Moncorvo), que também estudou comigo. O livro que aqui vos apresento, comentado pelo Jorge Laiginhas no Diário de Trás-os-Montes, só é possível de encontrar nos alfarrabistas. O Círculo de Leitores deve-nos uma reedição.

Postigo Cerrado – um magnífico romance sobre a ausência
Vítor da Rocha - Um escritor que nos põe a pensar
Em Postigo Cerrado, Vítor da Rocha fala-nos do abandono a que tem sido votado, desde há décadas, o interior do país.

Pelo tombar do dia 9 deste mês de Janeiro, sexta-feira, dei por mim a pingar, à lareira, memórias da aldeia, da minha aldeia, e da sua gente – a minha gente. Fui desfazendo nós, de cabeça, em busca de instantes de felicidade. Lá fora nevava. Muito. Um nevão digno de ser adorado. Olhei a fogueira com um sorriso morno e,
- Está uma noite de mais reler que ler.
fui pastar os olhos por uma das estantes dos meus afectos. O Vítor da Rocha – um rapaz da minha idade que nasceu em Carviçais, Torre de Moncorvo – sorriu-me, um sorriso algo tímido, e, zás, saltou-me para o colo. Não para o colo. Para as mãos. Convenhamos, quem me saltou para as mãos, e não para o colo, foi o romance «Postigo Cerrado» de Vítor da Rocha.

O romance «Postigo Cerrado» foi-me oferecido pelo autor, Vítor da Rocha, em 18 de Outubro de 2003. Sei que, então, o li com a mesma sofreguidão com que se come a alheira, aconchegada por uns copos de tinto, em casa dos pais quando, por estes dias frios de Inverno, os visitamos. Sei o que acabo de escrever porque tenho por costume escrevinhar, a lápis, impressões de leitura nas páginas dos livros que, por uma razão ou outra, me mordem as emoções.

Lá fora, os deuses peneiravam pétalas de silêncio, pétalas brancas e geladas, sobre o chão da noite. Comecei por reler a síntese que vem impressa na contracapa:
«Na aldeia serrana só uma menina ainda vai à escola, descendo por caminhos de cabras para apanhar a camioneta da carreira. O seu pai é o derradeiro pastor que sonha com uma estrada por onde regressem os que abandonaram a terra. E que afunde as razões do leiteiro para lhe baixar os preços do leito produzido pelas suas ovelhas. E é Ti Fontes, o presidente da Junta, que paga pelas culpas do Governo. No fim, os cães olham à sua volta e vêem-se sem donos. E regressam às origens, galgando montes e assustando velhas. Selvagens como os homens que deixam morrer metade do seu país.»

Saboroso aperitivo, hem? Reli o livro nessa noite e na noite seguinte. Horas de felicidade. Uma vez por outra parava, o livro aberto entre as mãos, e, de olhos fechados, revia estórias da minha meninice e adolescência. Estórias muito parecidas com as estórias que este «Postigo Cerrado» de Vítor da Rocha nos conta.

«Truz, truz, cai uma mão com força em cima das tábuas enrugadas da porta, ao fundo das escadas, renasce-lhe a esperança de que a visita tenha a sua direcção, talvez seja o filho arribando sorrateiro pela vergonha da culpa, tão sorrateiro que não o pressentiu o coração sábio da velha, que está ainda a arredar o banco para trás de modo a poder levantar-se quando novo truz, truz sobe pelas escadas, Tia Adelina, ande depressa…»
As pouco mais de duzentas páginas deste romance são retratos falados que nos magoam, devagarinho, e, algumas vezes, nos açoitam, devagarinho, mas são, de igual modo, afagos, carne da nossa carne, sangue do nosso sangue, carne e sangue de gente esquecida. Porque a esquecemos. Nós.
Jorge Laiginhas, 2009-01-12

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

É curioso que os três melhores escritores do concelho de Torre de Moncorvo são de Carviçais: Víctor da Rocha, Tiago Patrício e Sá Gué.

CONTOS DOS MONTES ERMOS, de António Sá Gué

Este é também um livro de memórias de Carviçais, a aldeia do autor. Nelas me identifico e me revejo, pois, para além de ter vivido nesta localidade, fui colega do António Manuel Lopes, o seu nome verdadeiro, no  Colégio, e com ele partilhei algumas tertúlias.




Os Contos dos Montes Ermos não são meras narrativas de vivências de um passado recente do Nordeste Transmontano. Nem tão somente um relembrar do léxico que define o transmontano de aldeias longínquas onde o tempo, outrora, passava devagar. Neles há o retrato das gentes, do labor e do lazer. Neles há a seiva que moveu os filhos dos homens transmontanos em busca de outros espaços onde a alma amadurecesse e o grito da saudade repovoasse os montes, de onde o “Longe” demora a chegar.

http://lemadorigem.pt/publicacoes/


Dicionário de Falares dos Açores - Vocabulário Regional de Todas as Ilhas
J. M. Soares de Barcelos

Uma obra de cabeceira para todos os açorianos

Dicionário de Falares dos Açores - Vocabulário Regional de Todas as Ilhas
SINOPSE
O Arquipélago dos Açores deve ser a porção de território nacional onde melhor se poderá encontrar a terra portuguesa na sua constante histórica. As Ilhas são como que um acumulador, onde se concentram, juntamente com a linguagem, as energias físicas e espirituais da Raça.
M. de Paiva Boléo
Editora: Almedina
Coleção:
Fora de Coleção
Tema:
Dicionários e Gramáticas
Ano:
2008
Livro de capa mole

ISBN 9789724033761 | 614 págs.
Peso: 1.160 Kg

€33.32