segunda-feira, 2 de junho de 2014

Convite


O Presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Eng.º Rui Jorge Cordeiro Gonçalves dos Santos, tem o gosto de convidar V. Ex.ª e Exm.ª Família a assistir à sessão de apresentação do n.º 60 da Revista Tellus e de uma reedição de Postais Ilustrados de Vila Real (complementada com uma exposição sobre as colecções de postais ilustrados editados pela Livraria e Papelaria Branco), que terá lugar no dia 5 de Junho de 2014, a partir das 21h00, no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira e no Grémio Literário Vila-Realense, respectivamente.

terça-feira, 27 de maio de 2014

MONCORVO - Apresentação do livro “Mil Novecentos e Setenta e Cinco” de Tiago Patrício


 No próximo dia 30 de Maio, pelas 21h00, é apresentado na Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo o livro “ Mil Setecentos e Setenta e Cinco”, do escritor moncorvense Tiago Patrício.

A obra será apresentada por Leonel Brito, produtor e realizador de cinema e TV, editor e fotógrafo.
Durante a sessão serão apresentados excertos dos filmes “Gente do Norte” e “Felgar Ventos de Abril”, o primeiro realizado por Leonel Brito e o segundo, gravado em 1975 por Leonel Brito, Moedas Miguel e Sá Caetano.
O livro “fala de uma viagem improvável a uma aldeia imaginária do Nordeste Transmontano no ano de CÂviragem de 1975, representada num romance por várias personagens que tentam recuperar formas de vida que estão a desaparecer.”
O autor, Tiago Patrício, nasceu no Funchal e foi viver para Carviçais com 9 meses. Estudou Farmácia e em 2007 venceu o prémio Jovens Escritores e foi selecionado pelo Clube Português de Artes e Ideias para uma residência em Praga. Venceu ainda os prémios Daniel Faria e Natércia Freire em poesia e o Prémio Agustina Bessa Luís, em 2011, com o romance Trás-os-Montes.
Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 27 de Maio de 2014

Convite




O Presidente da Câmara Municipal de Vila Real, Eng.º Rui Jorge Cordeiro Gonçalves dos Santos tem a honra de convidar V. Ex.ª e Exm.ª Família a assistir à sessão de apresentação do livro João de Araújo Correia – Cronista das Gentes do Douro, de Manuel Joaquim Martins de Freitas, que terá lugar no dia 28 de Maio de 2014, pelas 21h00, no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira. Apresentação a cargo da Prof. Doutora Maria da Assunção Monteiro.

sábado, 24 de maio de 2014

                                     Foto: “Farrusco – Um Cão de Gado Transmontano” de Isabel Maria Fidalgo Mateus, ilustrações de Cristina Borges Rocha

«O Farrusco nasceu durante a primavera, em Trás-os-Montes. Cresceu como filho varão numa época em que eram mais abundantes os rebanhos do que os pastos. Os seus pergaminhos remontam ao mastim medievo, cruzamento de cão com lobo, e o sangue que lhe corre nas veias e a pelagem lobeira, entre outros requisitos que assistem a sua raça, talharam o seu destino desde que brincava no terreiro ainda cachorrinho. Aliás, ficou tudo estabelecido há tempos imemoriais: o Farrusco seria um cão de gado transmontano, pois então!».

A novela Farrusco, Um Cão de Gado Transmontano é o novo livro de Isabel Mateus. A autora regressa assim às suas raízes fundas na ruralidade portuguesa através das sucessivas aventuras e dissabores do seu protagonista Farrusco. Os pergaminhos do Farrusco como cão de gado talharam o seu destino desde que brincava no terreiro ainda cachorrinho para vir a ser no seu mester um dos caibros responsáveis pela sustentação da trave do lar do seu senhor e da economia transmontana.

Sem ainda ter atingido a idade adulta e sem coleira, o Farrusco atirou-se ao lobo com a mesma coragem do seu pai, o Leão. Mais tarde, desarmou os ladrões de gado e devolveu sem demora o rebanho à corte; decifrou o mistério das galinhas feiticeiras; e, pacientemente, assistiu a Mocha durante o difícil parto dos cordeirinhos gemelgos no alto do monte. E sem ele o que teria sido feito do rebanho na Feira das Cerejas, à mercê de mãos gatunas? Mas os episódios da sua saga não se esgotam aqui. O que fará o Farrusco quando o seu amo - o pastor Augusto - tiver passado a fronteira à semelhança dos demais em anos anteriores?

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real...
[também disponível da autora os títulos: “O Trigo dos Pardais”, “Outros Contos da Montanha”, “Contos do Portugal Rural / Tales of Rural Portugal” introduction and translation by Patricia Anne Odber de Baubeta, “A Terra do Chiculate – relatos da emigração portuguesa”, “A Viagem de Miguel Torga”, “A Terra da Rainha – Retratos Portugueses no Reino Unido” e “A Terra de Duas Línguas – II – Antologia de Autores Transmontanos”]


«O Farrusco nasceu durante a primavera, em Trás-os-Montes. Cresceu como filho varão numa época em que eram mais abundantes os rebanhos do que os pastos. Os seus pergaminhos remontam ao mastim medievo, cruzamento de cão com lobo, e o sangue que lhe corre nas veias e a pelagem lobeira, entre outros requisitos que assistem a sua raça, talharam o seu destino desde que brincava no terreiro ainda cachorrinho. Aliás, ficou tudo estabelecido há tempos imemoriais: o Farrusco seria um cão de gado transmontano, pois então!».

A novela Farrusco, Um Cão de Gado Transmontano é o novo livro de Isabel Mateus. A autora regressa assim às suas raízes fundas na ruralidade portuguesa através das sucessivas aventuras e dissabores do seu protagonista Farrusco. Os pergaminhos do Farrusco como cão de gado talharam o seu destino desde que brincava no terreiro ainda cachorrinho para vir a ser no seu mester um dos caibros responsáveis pela sustentação da trave do lar do seu senhor e da economia transmontana.

Sem ainda ter atingido a idade adulta e sem coleira, o Farrusco atirou-se ao lobo com a mesma coragem do seu pai, o Leão. Mais tarde, desarmou os ladrões de gado e devolveu sem demora o rebanho à corte; decifrou o mistério das galinhas feiticeiras; e, pacientemente, assistiu a Mocha durante o difícil parto dos cordeirinhos gemelgos no alto do monte. E sem ele o que teria sido feito do rebanho na Feira das Cerejas, à mercê de mãos gatunas? Mas os episódios da sua saga não se esgotam aqui. O que fará o Farrusco quando o seu amo - o pastor Augusto - tiver passado a fronteira à semelhança dos demais em anos anteriores?

sábado, 17 de maio de 2014

Contos no Terreiro ao Luar de Agosto,de Júlia Ribeiro (Biló)


Contos, histórias, poemas, lenga-lengas fazem parte do nosso património cultural imaterial. Será a parte  menos visível, mas nem por isso a menos rica. Penso que é um crime deixar que se perca. E seremos todos responsáveis por tal perda.
É  que aquelas histórias alimentavam o imaginário de gerações de pessoas – na sua maioria analfabetas – e constituíam uma forma de socialização extremamente importante. Eram também um código de normas de vida e de princípios morais.
Havia histórias brejeiras, picarescas, que divertiam. Os homens eram os contadores.
Por seu lado, as histórias das velhas tinham sempre um conteúdo muito denso, por vezes arrepiante, com o seu quê de religiosidade e de magia .
Ainda consigo ver  nitidamente  algumas das contadoras e a sua voz vive na minha memória. São estas vozes que, cada vez mais, se vêm impondo, implorando, exigindo não ser esquecidas. Elas sabem que esquecer é uma das formas mais eficazes de deixar morrer.