sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

                                           Foto: RUI PIRES CABRAL e VÍTOR NOGUEIRA em LISBOA

“Em Lisboa, Sobre O Mar. Poesia 2001-2010”

"Um território lido à luz do poema", é como nos aparece Lisboa nesta antologia organizada por Ana Isabel Queiroz, Luís Maia Varela e Maria Luísa Costa. "Lisboa, sobre o Mar", reúne 50 poemas de 26 poetas publicados na primeira década deste século, um projecto nascido dos encontros da Comunidade de Leitores de Paisagens Literárias de Lisboa (IELT/Fabula Urbis).

“(...) se são obviamente diferentes os registos usados - uns mais intimistas, outros mais fotográficos; uns mais sincréticos, outros mais descritivos; uns mais melancólicos, outros mais jocosos -, em todos eles se percebe como as imagens criadas parecem inscrever-se no leitor, transformando-o e transformando a cidade naquele que vai ser um território lido à luz do poema e, assim, uma paisagem única para cada leitor.”

Inclui poemas de: Ana Hatherly, Ana Luísa Amaral, António Carlos Cortez, António Ferra, Armando Silva Carvalho, Carlos Alberto Machado, Eugénio Andrade, Fiama Hasse Pais Brandão, Frederico Lourenço, Gastão Cruz, Hélder Moura Pereira, Jorge Aguiar Oliveira, José Mário Silva, Manuel Alegre, Margarida Ferra, Margarida Vale de Gato, Maria Andresen, Miguel Manso, Nuno Júdice, Paulo Tavares, Pedro Mexia, RUI PIRES CABRAL, Tiago Gomes, Tiago Patrício, Vasco Graça Moura, VÍTOR NOGUEIRA.

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...

"Um território lido à luz do poema", é como nos aparece Lisboa nesta antologia organizada por Ana Isabel Queiroz, Luís Maia Varela e Maria Luísa Costa. "Lisboa, sobre o Mar", reúne 50 poemas de 26 poetas publicados na primeira década deste século, um projecto nascido dos encontros da Comunidade de Leitores de Paisagens Literárias de Lisboa (IELT/Fabula Urbis).

“(...) se são obviamente diferentes os registos usados - uns mais intimistas, outros mais fotográficos; uns mais sincréticos, outros mais descritivos; uns mais melancólicos, outros mais jocosos -, em todos eles se percebe como as imagens criadas parecem inscrever-se no leitor, transformando-o e transformando a cidade naquele que vai ser um território lido à luz do poema e, assim, uma paisagem única para cada leitor.”

Inclui poemas de: Ana Hatherly, Ana Luísa Amaral, António Carlos Cortez, António Ferra, Armando Silva Carvalho, Carlos Alberto Machado, Eugénio Andrade, Fiama Hasse Pais Brandão, Frederico Lourenço, Gastão Cruz, Hélder Moura Pereira, Jorge Aguiar Oliveira, José Mário Silva, Manuel Alegre, Margarida Ferra, Margarida Vale de Gato, Maria Andresen, Miguel Manso, Nuno Júdice, Paulo Tavares, Pedro Mexia, RUI PIRES CABRAL, Tiago Gomes, Tiago Patrício, Vasco Graça Moura, VÍTOR NOGUEIRA.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Claro que não, antes pelo contrário

               Foto: “Claro Que Não, Antes Pelo Contrário” de J.B. César

No decorrer da trama, o amor acaba por consolidar-se, apesar de preservado pelo engano, pela omissão. Só a falsidade e a mentira poderão mantê-lo.

«“Claro Que Não, Antes Pelo Contrário” é a história de um aluno de uma remota aldeia serrana que se apaixona pela sua jovem professora. 
Apesar das suas muitas limitações intelectuais, teve, desde início, a consciência de que esta paixão era irrealista, impossível de ser correspondida. No entanto, e para seu tormento, também forte demais para poder sufocá-la.
A professora, suspeitando dos desejos do seu aluno mais velho, atlético, rude nos atos e impetuoso no comportamento, começou a ter algumas dificuldades em repeli-lo.
No decorrer da trama, o amor entre ambos acaba por consolidar-se apesar de preservado pelo engano, ou, no mínimo, pela omissão. Só a falsidade e a mentira poderão mantê-lo.
No fundo, este romance evidencia uma faceta muito comum da condição humana, a importância da mentira nas relações interpessoais, mesmo entre seres que se gostam e estimam, como é o caso das personagens principais.
Daí o título do livro. “Claro que não”. As coisas não são bem assim. “Antes pelo contrário” .
Dado tratar-se de um ambiente especialmente rural, não admira que as personagens utilizem frequentemente a linguagem popular, não raras vezes, com recurso a vários termos e expressões vernáculos das nossas aldeias transmontanas.
Neste romance, também há belíssimos momentos de pausa, em que o leitor poderá deleitar-se com o conteúdo das descrições.»
* Professor Doutor Armindo Mesquita, membro do Conselho do Departamento de Letras, Artes e Comunicação da UTAD

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...



Sinopse
Claro que não, antes pelo contrário é a história de um aluno de uma remota aldeia serrana que se apaixona pela sua jovem professora. 
Porque inadiáveis afazeres agrícolas o haviam afastado frequentemente da escola desde cedo, as reprovações foram-se sucedendo. Quando se viu obrigado a frequentar o quinto ano da escolaridade obrigatória, era já quase adulto e muito bem constituído.
Apesar das suas muitas limitações intelectuais, teve desde início a consciência de que a sua paixão pela professora era irrealista, impossível de ser correspondida. Mas, para seu tormento, também forte demais para poder sufocá-la.
A professora, suspeitando dos desejos do seu aluno mais velho, atlético, rude nos actos e impetuoso no comportamento, começou a ter algumas dificuldades em repeli-lo. Pelo contrário. A amargura de um noivado longo e insípido, que a condenaria a um futuro cinzento, apagado e irreversível, fragilizavam-lhe frequentemente as defesas. A curiosidade e a auto-estima, o desejo de castigar o noivo macambúzio e, por vezes, até uma mal contida atracção pelo escândalo, levavam-na a insinuar-se e a expor-se, ainda que sempre resguardada por camadas de ambiguidade que a poderiam salvar em última instância.
No decorrer da trama, o amor entre ambos acaba por consolidar-se, apesar de preservado pelo engano, ou, no mínimo, pela omissão. Só a falsidade e a mentira poderão mantê-lo.
Este romance evidencia uma faceta muito comum da condição humana, a importância da mentira nas relações interpessoais, mesmo entre seres que se gostam e estimam.
Daí o título do livro. "Claro que não". As coisas não são bem assim. "Antes pelo contrário".
Neste romance há também belíssimos momentos de pausa, em que o leitor poderá deleitar-se com o conteúdo das descrições.

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 264

Editor: Meios e Ambientes Edições

Preço de capa: 9,90€

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

José Viale Moutinho, conhecido investigador de Camilo Castelo Branco, debruça-se desta vez sobre a gastronomia na obra de Camilo. Percorrendo os inúmeros livros do escritor e textos dispersos, recolheu as invulgares citações relacionadas com alimentação e procurou descobrir o modo de confecção da época. Desde a truta de escabeche ao toucinho-do-céu, as dezenas de citações e receitas que compõe este livro certamente irão agradar tanto camilianistas como amantes da cozinha.
                               
                                    
 «Há muito, muito tempo… tanto que a memória dos homens quase não alcança, governava, nas terras da Judeia e, talvez, da Galileia e da Samaria, um rei a quem chamavam Herodes, o Magno. Habitava palácios e moradias, tantos e tão faustosos que os reis e os governadores dos povos vizinhos invejavam a sua riqueza. Tinha carros e cavalos, tantos e tão bonitos que toda a gente parava para vê-los passar. Comandava soldados e exércitos, tantos e tão fortes que ninguém ousava combatê-los.
(...)
Durante quarenta dias e quarenta noites, correu para sul. Durante mais doze luas, vagueou para norte. Em dias de maré vaza, retornou para ocidente. Levava fogo nos olhos, na mente maus pensamentos, na alma ousadia e vigor. E, coitado, no coração carregava todos os ódios do mundo.»

O recon(encan)tar de uma das mais velhas histórias do Mundo...





                                           Foto: “O Menino-Rei” texto Carlos Carvalheira, ilustração Joana de Rosa

«Há muito, muito tempo… tanto que a memória dos homens quase não alcança, governava, nas terras da Judeia e, talvez, da Galileia e da Samaria, um rei a quem chamavam Herodes, o Magno. Habitava palácios e moradias, tantos e tão faustosos que os reis e os governadores dos povos vizinhos invejavam a sua riqueza. Tinha carros e cavalos, tantos e tão bonitos que toda a gente parava para vê-los passar. Comandava soldados e exércitos, tantos e tão fortes que ninguém ousava combatê-los.
(...)
Durante quarenta dias e quarenta noites, correu para sul. Durante mais doze luas, vagueou para norte. Em dias de maré vaza, retornou para ocidente. Levava fogo nos olhos, na mente maus pensamentos, na alma ousadia e vigor. E, coitado, no coração carregava todos os ódios do mundo.»

O recon(encan)tar de uma das mais velhas histórias do Mundo...

Disponível na Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro em Vila Real... | Traga-Mundos – lhibros i binos, cousas i lhoisas de l Douro an Bila Rial...
[também do autor o título: “Contos do Vale da Promissão”, ilustrações Álvaro Dias]